O apagão na AR, magnífica metáfora

Ups!, que dia este, do ponto de vista de uma telenovela jornalística televisiva… foi uma azáfama para recolher depoimentos, opiniões, das várias vozes dramáticas, umas do partido do governo, outras da história política, outras ainda da banca, e outras de organizações governamentais, patronais e sindicais.

Já tínhamos ouvido diversos comentadores políticos ontem e no dia anterior, também de forma dramática. Mas hoje foi mesmo uma demonstração muito profissional da construção de uma verdadeira máquina de informação, com as botijas de oxigénio sempre a postos. Reuniões do PM com os partidos logo pela manhã. Um acordo não-assinado de uma chamada concertação social, com anúncios para não cumprir como tantos outros acordos e esses talvez até assinados. Audiências com os representantes dessas organizações patronais e sindicais. E a repetição calculada das opiniões dos diversos intervenientes. Incluindo dois ex-Presidentes da República, um deles com a responsabilidade de uma queda de um governo maioritário no currículo.

Mas a maior botija de oxigénio veio até de Bruxelas: afinal o tal PEC lá apresentado e que era um compromisso não-negociável passou a ser um conjunto de intenções negociáveis (!!!) a política socialista portuguesa já fez escola na UE. É obra!

Os jornalistas bem se desdobraram em transmitir essa ideia geral do papão da crise política e do FMI, esquecendo que a crise já a sentem metade dos portugueses todos os dias e que o FMI já mexe os cordelinhos da gestão da nossa vidinha colectiva. Mas seria a voz do Presidente recentemente reeleito a pôr termo  a estas expectativas: o governo não deixou margem de manobra ao Presidente para intervir de forma preventiva nem aos partidos da oposição.

Finalmente o apagão na AR obriga o PSD a fazer a sua conferência de imprensa no edifício novo e já com um ligeiro atraso. Magnífica metáfora: as luzes da ribalta fundiram-se. Ou melhor, depois da escuridão far-se-á luz.

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Uma resposta a O apagão na AR, magnífica metáfora

  1. Wiener Sängerknaben diz:

    Luz muito sumidita.

    Ou talvez se ouça uma vozinha de barítono ao fundo do túnel:
    — Vooooou subiiiiiiir o IIIIIIIIIIIIIIIVAAAAAAAAAAAAAAAAA
    Coro:
    UUUUUUPAAAAAAAAAAA; UUUUUUUPAAAAAAAAA!

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