O problema é mesmo a cultura socialista

Esta próxima campanha eleitoral parece que vai ser agressiva. Para já, essa é a marca registada da cultura socialista. Além disso, quando se está na fase do deserto, a fase em que nos encontramos, com o país liofilizado, esgotados os últimos recursos, as emoções que emergem são a raiva e o ódio. É assim em tempos de escassez.

A única forma de contrariar esta lógica destruidora das emoções perversas é agir de forma calma, discreta, laboriosa. Não nos deixarmos envolver no ruído que nos cerca, no seu turbilhão destruidor. Observando calmamente os projectos que nos apresentam, procurando informação concreta para poder escolher. Atentos aos factos e não às palavras. Na verdade, quem utiliza a receita dos “slogans” e da propaganda, numa lógica agressiva, revelando falta de respeito pelos eleitores, merece ficar a falar sozinho.

E agora só um pormenor: mais uma vez o Professor Marcelo adiantou um pouco mais sobre a sua agendinha, desta vez um pouco alucinada. Na perspectiva do Professor, o PM demissionário deveria ter tido o poder de decisão na mão, mesmo depois de nos ter ido comprometer a Bruxelas (desde o OE 2008 que é o “bom aluno da UE”), isto é, o PSD aprovava-lhe o PEC 4 com a condição de ele se demitir a seguir e ir para eleições antecipadas (!!!). Também confunde divergências culturais profundas com “zangas de um casal” (???). Dizer que o problema não é o PS nem o governo mas o PM demissionário é querer apagar 6 anos de erros político-económico-sociais que nos vão sair caríssimos.

O problema é mesmo a cultura socialista. É a sua cultura que não se adapta de modo algum a uma democracia de séc. XXI. Que não resiste à verdade dos factos. Que se manteve porque se baseou na ficção jornalística e televisiva, no cenário montado em “power-point”. Esta cultura do “tudo é possível”, do paternalismo mais intolerável, da arrogância desmedida, da falta de respeito pelas regras democráticas e pelas instituições-chave. Agora é tempo de começar a repor o anterior equilíbrio, a começar pelos valores que nos estruturam como comunidade. E continuarmos muito atentos para evitar os tiques dessa cultura que tudo invadiu e perverteu.

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