O monólogo socialista

Tenho ouvido, perplexa, as mais diversas sugestões para a salvação nacional. Dos mesmos que idolatravam quem nos trouxe até aqui. Como é possível sequer dar tempo de antena aos que falharam nas suas análises? É o mesmo que pedir de novo uma solução a quem não conseguiu uma fórmula que funcione.

O sistema apostou na cultura socialista, e isto em pleno séc. XXI, porque lhe pareceu que seria a que mais se identificava com a sua cultura corporativa. Em 2005 não hesitou em destituir um governo de coligação baseado numa maioria parlamentar estável. E na altura ninguém arrepelou os cabelos. Tudo bem, podiam até nem gostar do então PM. Mas a equipa governativa era das melhores que alguma vez tivemos no país.

Agora, trata-se de tentar remediar o erro crasso do próprio sistema. E agora a preocupação com o país é genuína. Porquê? É que sem país o sistema também não tem base de sustentação. Parte do sistema já percebeu isto, a parte mais inteligente aliás, a mais informada, a que lê História. Já se está a adaptar para se manter. Mas há uma parte do sistema que ainda não percebeu que insistir na mesma bóia é perder o pé.

Assim, esta hipótese de um governo de coligação PS-PSD-CDS é impossível: já em 2009 nenhum partido quis entendimentos com o PS. E porque é que não quiseram? Devido muito simplesmente à cultura socialista: o PS não sabe dialogar, negociar, e não respeita acordos nem compromissos. O PS sabe tudo. O PS tem a razão toda do seu lado. O PS não erra. O PS dá ordens. O PS é quem manda. O PS debita monólogos que vão variando conforme lhe convém. E agora o monólogo já o sabemos de cor, é mais uma cassete riscada.

E não é essa a única impossibilidade. A mais evidente é a que referi no início: quem não acerta numa única fórmula como é que é chamado a resolver o problema?

É isto que os eleitores terão de avaliar:

– quem nos trouxe até aqui (e nos vai deixar a pagar a factura);

– e quem nos pode tirar daqui (com a nossa colaboração evidentemente).

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Uma resposta a O monólogo socialista

  1. o sátiro diz:

    O roubo descarado dos bolsos dos portugueses continua guiado pela MAFIA COM EXPERIÊNCIA NA MAÇONARIA DO LARGO DO RATO.
    Em vez de questiúnculas de disfarce, atente-se nisto:

    FESTA DE “INAUGURAÇÃO” DA CRIL.
    Os 3,5 Km que faltavam para concluir a CRIL vão ser inaugurados em abril.
    A FESTA CUSTA 100 MIL EUROS!!!

    http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=15658

    A obra, péssimo projecto e medíocre execução, custava 110 milhões.

    Mas VAI CUSTAR 180 MILHÕES.
    Só uma questão se pode colocar.
    O que faz o abécula do Sr. Dr. Pinto Monteiro no seu pomposo cargo de PGR???
    Ele sabe o que é peculato?
    prevaricação?
    Gestão danosa?
    Participação económica em negócio?
    AH!…Não sabe.
    Pois vá tirar a licenciatura em Direito…
    E mais!
    A Estradas de Portugal andava quase falida há meses.
    Agora, tem dinheiro para festas e publicidade ao Governo, Raposo da Amadora, Susana de Odivelas e Costa de Lisboa….

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