Não é de esperar que o embate com a realidade faça tremer os crentes socialistas

Não há volta a dar: quanto mais o estado cresceu, quanto mais se aumentaram as prestações sociais, menos o país cresceu. Sabe-se que para muitos um país de funcionários públicos e de gente que de uma forma ou doutra recebe uma prestaçãozinha (ou duas) paga pelo dinheiro dos contribuintes é um cenário maravilhoso, perseguido com afã desde 1995 – ano em que o esbanjador Guterres nos dava a conhecer a sua paixão pela educação propondo não uma revisão dos conteúdos assim ou assado mas tão somente que a Educação devia gastar 6% do PIB e nunca menos do que isso (o que nos deveria ter ensinado que as paixões socialistas são inevitavelmente prosaicas e se concretizam em aumentos das mesadas). Mas por muito bonito que seja esse cenário que glorifica os serviços públicos (multiplicando-os) e o Estado Social, e que haja alucinados que se ofendem quando alguém ventila a possibilidade de estarmos a gastar demais, argumentando que os países nórdicos (países com PIB per capita semelhante ao nosso, portanto) isto e aquilo (vem-me à memória António Costa há uns anos dizendo que não tínhamos estado social em excesso porque na Suécia quando alguém tinha de ir depor em tribunal recebia do estado o ordenado desse dia), é conveniente começarem a reconhecer: a riqueza que o país produz não dá para pagar a tanto funcionário público, a tanta empresa pública, nem para pagar tanta prestação social. Donde, há que reduzir em tudo. Mas não esperemos em demasia. O não crescermos desde 2000 é mascarado com os problemas da crise internacional de 2008 (criada pelos malvados neo-liberais); o necessitarmos de uma intervenção do FMI deve-se apenas à presente crise política e nunca ao crescimento descontrolado da despesa pública a par de supostas consolidações orçamentais que sabe-se lá como terminavam sempre com aumentos da despesa pública; o não termos dinheiro é consequência das acções dos tais malvados neoliberais, que apesar de malvados e neoliberais têm a obrigação de emprestar dinheiro baratinho a gente socialista moralmente superior, e jamais a não termos mesmo dinheiro porque não produzimos e não crescemos devido ao estado estrangular tudo.

Enfim, a realidade nunca foi amiga do socialismo. E a produção de riqueza também não.

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