Exercício pré-eleitoral nº 2: identificar a cultura-base de cada grupo partidário e dos seus apoiantes

E aqui vai mais uma proposta de reflexão pré-eleitoral: identificar a cultura-base de cada grupo partidário e dos seus apoiantes. Esta questão é muito mais relevante do que pode parecer e muito me surpreende que os filósofos e sociólogos não lhe dediquem mais atenção.

Reparem: cada grupo partidário, quando na gestão da nossa vida colectiva, define uma estratégia, as grandes opções, as prioridades, baseando-se na sua visão do mundo, do país e de si próprios, numa postura e em atitudes (cultura-base). Esta cultura-base, por sua vez, revela os valores, os conhecimentos, as competências, a ética, a maturidade e a formação dos seus elementos. Quando se escolhe numas eleições um grupo partidário para governar o país, está-se a escolher uma determinada estratégia, está-se a formatar o estado, a administração pública, as empresas públicas, a imprimir uma determinada dinâmica, com as consequências que isso implica. Está-se a privilegiar determinados sectores em detrimento de outros, determinadas grupos em detrimento de outros, determinados negócios, investimentos, apoios, em detrimento de outros. A própria geografia do país é afectada. O rumo da economia e da forma como a nossa vida colectiva se organiza é afectada.

Reparem: se chegámos à grave situação socio-económica actual, é na sequência natural e lógica da cultura-base socialista. Quem não revela o mínimo respeito pelo dinheiro dos contribuintes (opções de investimento erradas, esbanjamento e má gestão), pela cultura da contenção da despesa, pela cultura da poupança e do bom senso, só podia encaminhar o país para a falência e dependência da ajuda externa. Quem não revela o mínimo respeito pelas regras da democracia (informação fiável aos cidadãos, verdade das contas públicas, transparência dos negócios e investimentos, etc) e se apoia no marketing político mais selvagem, só podia encaminhar o país para a desconfiança generalizada nos políticos. Quem não revela o mínimo respeito pelos cidadãos (promessas para não cumprir, anúncios no ar, dar antes das eleições para tirar depois, sugar os mais frágeis nos impostos, etc), só podia encaminhar o país para o desespero e o receio do futuro. A cultura-base socialista está identificada: é corporativa, apoia-se no estado e na administração pública, sustenta-se no contribuinte, nada percebe de economia e finanças, a sua ética é a do oportunismo, o seu discurso resume-se a prometer o impossível. Distingue-se das restantes culturas pela facilidade como adapta a realidade ao seu interesse imediato. Utiliza técnicas pueris como o “power point” e artificiais como as sondagens. Os fins justificam os meios. E ninguém se responsabiliza pelo lindo resultado. Maturidade: ao nível do adolescente.

Esta é apenas uma das culturas-base identificadas. Procurem escolher o adulto da corrida, quem demonstra conhecer a nossa situação real, quem revela bom senso, respeito pelo cidadão-contribuinte, pelas regras da democracia, pelo país. Quem indica um caminho viável para o crescimento económico. E nesse caminho procura manter o equilíbrio possível na comunidade geral, protegendo os mais frágeis. Esse é o caminho. Ora, terá de se basear numa cultura completamente diferente da cultura socialista, não acham? Terá de ser uma cultura que percebe de economia e finanças, de contenção de despesa, de respeito pelo dinheiros públicos. Terá de ser uma cultura com uma visão completamente diferente de país, que resgate da indiferença áreas essenciais e estruturantes. Sim, procurem o adulto da corrida.

Para iniciar um qualquer percurso, uma pessoa precisa de visualizar um destino possível. O mesmo se aplica a um grupo, uma comunidade, um país. Estamos no ponto crítico de não retorno. Parar é impossível. Voltar ao mesmo é suicida. Só podemos mudar de rumo. Que nesta reflexão pré-eleitoral cada um avalie bem o que está em jogo, a sua vida pessoal e a nossa vida colectiva. No fundo, a nossa viabilidade e sobrevivência. E que procure não se deixar envolver por notícias fabricadas e sondagens encomendadas, por ruídos tóxicos que confundem os eleitores, por falsas promessas e discursos sedutores. Nem por comentários a preparar o clima de medo generalizado, tentando compor um governo antes das eleições decidirem a posição relativa de cada grupo partidário.

Anúncios
Esta entrada foi publicada em Genéricos, Sapatos Ortopédicos, Vacinas, Vitaminas. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s