Álvaro, o ministro

Não há personagem mais útil para inspirar uma alminha para um novo post do que o Professor Marcelo. Acabei de ouvir uma notícia bombástica no TVI24: O Professor está preocupado com a pasta da Economia… A jornalista pesou bem as palavras. Passaram de imediato à parte da gravação do comentário dominical do Professor e eis que o vemos, com ar grave, a disparar: Isto é de uma ingenuidade… um ministro numa feira de artesanato dizer, tratem-me por Álvaro… Isso pode ser assim no meio académico do Canadá… mas em Portugal… E parece que o ministro já tinha cometido uma ingenuidade anterior a essa, mas não percebi bem qual tinha sido, qualquer coisa a ver com comprar produtos portugueses para puxar por Portugal… Bem, também não interessa muito, não acham?

Aqui o que é importante reter é esta fixação nos postos respectivos, esta rigidez: ministro, professor, doutor… E querer perpetuar esta mentalidade tão portuguesa. Não é preferível ter um bom ministro, Álvaro, à frente de um ministério, do que um mau ministro a quem chamam sr. ministro?

Ainda não me actualizei relativamente a este governo, estou naquela fase de saborear calmamente o fim de um filme-pesadelo de 6 anos, mesmo sabendo o que nos espera… A pouco e pouco vou ouvindo algumas novidades em segunda mão… e até agora o que percebo são alguns sinais de uma mudança cultural, embora ténue, tímida, mas ainda assim, uma mudança refrescante… uma nova simplicidade, que é bem-vinda, e que me dá alguma esperança de ver finalmente valorizados alguns valores esquecidos como a responsabilidade, a competência, a educação.

Afinal, estamos todos nesta aventura comum e o mais importante é manter a noção de que somos todos portugueses, com nomes que nos identificam para além da nossa profissão e papel nesta comunidade. O ministro da Economia quis que o tratassem pelo nome naquele lugar onde se promoviam produtos portugueses. Álvaro, o ministro, até dava um óptimo documentário, não acham?

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6 respostas a Álvaro, o ministro

  1. dfr diz:

    É uma questão menor. Em todo o caso, “em Roma sê romano”. Creio que o meio caminho era desejável: tratar por ministro: “Caro Ministro”, Ministro, em vez do “Senhor Ministro”.

  2. Álvaro, mas não o Cunhal. Isso é importante!

  3. pedro diz:

    álvaro está muito bem!
    abaixo estas pseudo questões que não interessam ao menino Jesus.
    se ele não precisa de ser chamado doutor, ministro, para se sentir reconhecido no seu mérito…
    há quem precise, mas isso é lá com eles

  4. ulmar diz:

    É que se a moda pega ainda o passam a tratar apenas por Marcelo e isso não pode ser!!!

    É o Senhor Professor Doutor, Engenheiro, Arquitecto, etc. etc…

  5. agfernandes diz:

    Obrigada pelos vossos comentários e por revelarem um saudável bom-humor!
    Ana (uma “farmacêutica” sempre pronta a procurar soluções nas prateleiras)

  6. André A. Correia diz:

    Atenção que na faculdade tive um professor que exigia ser tratado por “Professor Doutor Engenheiro …”

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