Os geradores e os penduras

Se observarmos bem os comportamentos e atitudes de quem nos rodeia, vemos desde logo que existem dois géneros essenciais: os geradores, que criam e agem, e os penduras, que criticam e dificultam. Os primeiros apresentam resultados, os segundos aproveitam-se deles. Devemos aprender a identificar os penduras e a evitá-los, se pudermos. Porque a sociedade está de tal forma organizada que os penduras estão disseminados por todas as áreas da nossa vida colectiva.

Más notícias: nos tempos mais recentes os penduras foram valorizados e até elogiados, mesmo que o seu discurso seja hipócrita. Na realidade, o pendura não quer saber dos outros comuns mortais a não ser para aproveitar as vantagens que pode obter.

Boas notícias: os geradores têm a vantagem de se adaptar muitíssimo melhor às exigências do séc. XXI: eficácia, rapidez, flexibilidade, inovação. E a melhor de todas: saber interagir com o seu semelhante, colaborar, negociar, desafiar e ser desafiado.

Portanto, é uma questão de evolução natural da organização da sociedade. Aprender a viver em grupo, em comunidade, será cada vez mais importante. Quem se coloca na posição estratégica de oportunista, digamos à boleia, acaba por ficar a falar sozinho, digamos por ser largado na estrada.

E isto tudo foi inspirado numas frases soltas que ouvi na televisão: Não pagamos… Não temos de cumprir as exigências da troika… Os bancos, as grandes empresas, os ricos… garantias dos trabalhadores… não podemos deixar que se percam as conquistas dos trabalhadores…

A dignidade de quem trabalha só existe fora deste discurso dos penduras. Provavelmente, nem eles próprios se apercebem que fazem parte desse clube de penduras que adoram criticar. Já criaram alguma empresa?, já empregaram alguém?, já se responsabilizaram pela ginástica da contabilidade na hora de pagar impostos, taxas, multas, etc?

A dignidade de quem trabalha está no respeito e reconhecimento social, mas sobretudo na autonomia que o trabalho pode permitir. Não é em garantias ou conquistas, já ultrapassámos essa fase. A única garantia é a sua vontade de concretizar, de colaborar, de ser útil, de viver em comunidade.

Criar, fazer, agir, juntar capacidades diversas, unir esforços, pensar no grande grupo, essa é a atitude certa.

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