A gestão das expectativas

Nunca se solicitou tanto a opinião dos economistas como agora. Como se todos estivessem à espera que estes lhes abrissem um caminho possível à sua frente. Como se os economistas tivessem a fórmula na mão, a solução para o círculo vicioso em que caímos recentemente: a economia estagnada por causa das finanças, o peso da dívida a dificultar os nossos passos.

Os economistas sugerem, cada um à sua maneira, atitudes, estratégias, decisões políticas que os políticos não querem concretizar. Essas adaptações necessárias são adiadas indefinidamente como se lá mais à frente surgisse uma fórmula milagrosa. A maioria dos políticos ainda funciona na mesma lógica que considera mais benéfica para si e para o seu grupo, esquecendo o grande plano. É por isso que raramente se conseguem antecipar aos problemas, o que evitaria muitos prejuízos financeiros. E raramente pensam no grupo total, primeiro “os nossos” e depois logo se vê.

Gerir as expectativas passou a ser uma arte: conseguir antecipar tendências e resultados. Agora a questão é: e os políticos, quem decide, estarão à altura de perceber a necessidade de uma mudança de atitude e de estratégias? Trata-se de uma nova perspectiva, que implica uma adaptação a par e passo com informação correcta e fiável. Trata-se igualmente de criar condições favoráveis à confiança, actualmente perdida.

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