O bem comum

Ora aqui está um tema interessante: o bem comum ultrapassa necessariamente (atenção, não digo que seja incompatível com) o interesse de classes? Isto é, será legítimo que as reivindicações de grupos se sobreponham, directa ou indirectamente, ao interesse generalizado? O Cardeal Patriarca diz que não. A Ana, neste blogue, e se bem a tenho percebido, também tem vindo fundamentadamente em muitos artigos a mostrar que quando se trata do bem comum TODOS terão de fazer concessões em busca desse mesmo bem. Pela minha parte, alinho nessa corrente, mais a mais tendo o suporte de duas pessoas que  muito considero.

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Esta entrada foi publicada em Antianémicos, Tranquilizantes. ligação permanente.

3 respostas a O bem comum

  1. agfernandes diz:

    André

    Obrigada pela referência aos posts, e em tão boa companhia!
    D. José Policarpo é um observador e um pensador invulgarmente perspicaz. Analisa de forma prática e destaca o essencial. Interpreta os fenómenos sociais e antecipa-se aos cenários possíveis. Este comentário sobre as “reivindicações de classe” é uma dessas antecipações. É uma voz muito fiável em termos de visão pragmática no espaço e no tempo, firmemente enquadrada numa perspectiva histórica e numa rara capacidade de interpretação e de síntese.

    A lógica de grupos em confronto vem da lógica de massificação do séc. XX e está na base de conflitos e mesmo de guerras.
    Na época em que vivemos, na era da informação global, do mercado global, esta lógica não se adequa, só pode ser um terrível obstáculo: caminhamos para uma diversificação crescente, que implica rapidez e flexibilidade, pesquisa, informação, participação, colaboração, negociação, responsabilização.

    Mas independentemente do papel dos sindicatos estar desactualizado, cada vez mais veremos a sua substituição por associações de cidadãos (o papel fundamental da sociedade civil), neste momento e no nosso país, na situação frágil e precária a que nos deixámos conduzir, não faz qualquer sentido essa lógica que separa. É tempo de assumir a nossa parte de responsabilidade e estarmos atentos para não cometermos os mesmos erros, obter informação correcta para poder agir dentro das nossas possibilidades, e unir talentos e vontades, todos juntos, cada um no seu papel e lugar.

    Um abraço!
    Ana

  2. Pingback: A vida prática, 2º episódio: as vozes estruturantes podem ser um motor de arranque da economia « Farmácia Central

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