A propósito de uma senhora reformada aos cinquenta e cinco anos

O meu Pai, senhor de oitenta e um anos, ouve com alguma frequência os programas de opinião abertos aos telespectadores das estações de notícias por cabo. Também me conta que estão cheios de gente com cinquenta e poucos anos que se apresenta como reformada.

Isto a propósito de uma senhora que saqueia sem pudor as gerações mais novas (onde me incluo) e ainda pretende dar lições de moral.

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9 respostas a A propósito de uma senhora reformada aos cinquenta e cinco anos

  1. Valdemar Silva diz:

    D. Mª. Joao,
    Ja contou quantos politicos se “aposentaram” com 8 e 12 anos de “serviço”?
    Ja contou quantos politicos tem 2 e 3 reformas e “subvençoes” vitalicias?
    Ja contou quantas reformas, “pensoes vitalicias e tachos tem o Vasco Franco, ex-vereador da C.M. de Lisboa?
    Ja contou quantos politicos do actual (e de outros) governos, mudaram a sua residencia de Lisboa para outras localidades, so para se abotoarem ao subsidio de renda de casa (de montante identico a reforma de medica em questao)?
    Sera que que o ordenado, as ajudas de custo, os cartoes dourados, as “bombas de luxo” e a gasolina `a borla, nao lhes permite para pagar renda de casa?
    (Os virus, nao me deixam fazer a acentuaç~~ao das palavras!)
    Valdemar

    • Maria João Marques diz:

      Valdemar, e o facto de haver outros abusos torna uma reforma aos cinquenta e cinco anos (sem ser por motivos de saúde) aceitável? Não, não torna.

      Isso de me tratar por ‘dona’ é que não pode ser, não se deixe enganar pelo pai octragenário, que eu fui uma filha tardia. Tenho muitos menos anos do que a senhora reformada do post 🙂

  2. Bluesmile diz:

    Sra Maria João:

    A médica em causa que se reformou depois de 30 anos de serviço contribuiu com descontos durante 30 anos para que areforma lhe fosse garantida. A idei ade que uma cidadão nestas circunstâncias está a “saquear os mais novos” é bastante idiota.
    De resto, se os mais velhos se reformarem há mais hipóteses de emprego para os mais jovens que iniciam a s suas carreiras. Eu por mim não quero ser tratado por uma médica de oitenta e um anos.

    Parece-me uma questão de inveja rasca, essa coisa tão típicazinha da mediocridade

    • Maria João Marques diz:

      Blusmile, saber fazer umas continhas antes de comentar tolices era muito conveniente. A senhora em questão descontou durante 30 anos uma pequena parte do seu ordenado muito inferior ao valor da sua actual pensão de reforma. Ora nós vamos pagar a esta senhora durante umas duas ou três décadas – mais ou menos o mesmo tempo que a senhora terá descontado – um valor muito superior aos seus descontos. Percebe o problema, ou ainda não?

      Além disto, o que paga a pensão à senhora referida são os descontos presentes dos que actualmente estão empregados, NÂO são os descontos que outrora fez. Essa ideia da capitalização é muito bonita – e eu de restro defendo-a – mas não vamos fingir que é assim que a segurança social funciona. Há problema de injustiça intergeracional porque quem actualmente está a pagar reformas (eu, entre muitos) não vai ter reformas nem semelhantes quando chegar a sua vez, independentemente do valor dos ordenados, já que não haverá quem as pague e nós não pudemos capitalizar os nossos descontos porque tivemos de pagar reformas como as desta senhora.

  3. Valdemar Silva diz:

    Mª. Joao,
    Na minha modesta opiniao, a aposentaçao da medica em questao, e bem mais aceitavel – pelo menos trabalhou e descontou durante 30 anos! – que a dos politicos,

    Que dizer entao das “subvençoes vitalicias” e outras regalias, dos MARAJAS do Banco de Portugal e da C.G. de Depositos, apos 5 anos de serviço???

    Nao vejo por ai muita gente a critica-los!

    Foi a corrupçao, a roubalheira e o regabofe politico que conduziram o Pais a bancarrota. Nao foram os funcionarios publicos!
    Valdemar

    • Maria João Marques diz:

      Valdemar, sinceramente considero tudo fruto da mesma mentalidade garantista e de direitos adquiridos que grassa pelo país, ainda que também considere mais grave uma reforma milionária depois de um par de anos no BdP, por exemplo. Mas não pode dizer que eu, aqui, no Insurgente ou no Cachimbo, não critique estes abusos quando deles tenho conhecimento.

      Tem razão que não são os funcionários públicos os culpados, já que não coagiram ninguém para os contratar. Mas são os políticos que criaram este estado mastodôntico e são-no os eleitores que neles têm votado, incluindo funcionários públicos e do sector privado.

  4. Valdemar Silva diz:

    Nª. Joao,
    Permita-me que lhe pergunte a razao da sua indignaçao sobre a aposentaçao
    da referida medica de 55 anos de idade?
    Nao a indigna as “derrapagens” da Casa da Musica, no Porto, da estaçao ou aterro (?) da “Cova da Beira”, as negociatas do Freeport, dos Submarinos, das PPPs e de MUITOS milhares de outras do mesmo calibre?

    A minha unica esperança, e que algum dia (e que seja muito breve!), o POVO honesto e trabalhador, abra os olhos, se revolte contra este “estado de roubalheira politica nacional” e declare aberta a caça aos politicos
    corruptos e mentirosos, como fez aos Pides a seguir ao 25 de Abril.

    O Kadafi, “embarcou” hoje!
    Oxala´ que o POVO deste Pais, nao demore muito tempo, a comprar os “bilhetes de embarque” para os Isaltinos, as Felgueiras, os Socrates,
    os Jardins, os Coelhos e toda a corja de “democratas” que nos ESMIFRAM, em nome da democracia e da crise de que se servem para encherem os bolsos!!!
    Valdemar

    • Zé M. Lucas Martins diz:

      Acho caricato que defenda um novo 25 de Abril seja quem simultaneamente se insurja contra um “estado de roubalheira política nacional”.

      Ideologias à parte, umas liçõezinhas de história económica e um revisitar dos resultados económicos e financeiros desse processo para a economia nacional não fariam mal nenhum.

  5. Pingback: Tolanizar « Farmácia Central

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