Este é para mim um dos maiores dramas que nos esperam. Antigamente eram os filhos que tomavam contas dos pais na sua velhice. Hoje, graças talvez a um estado demasiado generoso, são os pais reformados que ajudam os filhos e netos, o que vai acabar por imperativo do ajustamento a que todos estamos sujeitos. Num futuro relativamente próximo não há gente nova no sistema para garantir um mínimo de estado social – quem paga as pensões são os trabalhadores que estão no ativo – nem os rendimentos disponíveis permitirão sustentar dignamente a família nuclear, quanto mais a terceira idade. Se esta tendência não se inverter é o fim de jogo. O Sahara chegará ao sul da Europa mais rápido do que se esperava.
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Não é difícil combater. A emigração é uma excelente solução, o problema é que os europeus são xenófobos.
A imigração só poderá ser parte da equação se o país crescer de forma sustentável, o que permite a criação líquida de postos de trabalho. Na minha perspetiva medino-carreirista isto não acontecerá nos próximos tempos – talvez 1 ou mesmo 2 décadas. Até lá estamos atolados.