Os gráficos de Medina Carreira

É verdade que no post anterior referi que não iria falar mais de política e de economia, mas nunca resisto a ouvir Medina Carreira e a acompanhar atentamente a apresentação dos gráficos e a explicação para cada um.

Gosto de gráficos. Mesmo não sendo economista, gosto que me expliquem as diversas fases da criação de riqueza e do declínio, relacionadas com a qualidade de vida e o consumo, e que condicionam a organização social.

Medina Carreira gosta de explicar estes movimentos e estas fases, desta vez foi a comparação dos países “do ocidente” (EUA e Europa) e os países de economias emergentes. Comparação que faz coincidir, em gráficos de linhas coloridas, o declínio do crescimento económico e do consumo americano e europeu, com o aumento do mesmo na Rússia e China, por exemplo.

O nosso problema (não apenas do país mas também europeu) não se resolve apenas com a solução do euro, insistiu. Este problema está relacionado com a desindustrialização da Europa que se transformou numa economia de serviços  e tem de ser encarado.

Por cá, esbarra-se sempre com o eterno problema da falta de condições que o país oferece para se poder empreender seja o que for: impostos, justiça, corrupção, os velhos problemas já identificados e também nunca encarados.

E de novo o problema das lideranças políticas. Já tinha referido que as pessoas lhe revelam a sua insatisfação com o poder político. Ninguém lhes explica coisa nenhuma… nem a razão da austeridade. De novo lembrou a jornalista que as televisões apenas dão continuidade aos comentários sobre patetices. Os assuntos verdadeiramente importantes não são tratados. Como, por exemplo, já vivermos à custa do endividamento dos nossos filhos.

Mais do que qualquer comentário, os gráficos revelam, quando os dados são correctos e comparáveis, uma evolução positiva ou negativa que nos pode parecer abstracta mas que se projecta num futuro. E o futuro económico que nos revelam as projecções em gráfico para os próximos 30 anos não são nada brilhantes: um crescimento em média de 1 e pouco mais. E não apenas no país, também na Europa. É impressionante, a curva não sobe, mantém-se.

Entretanto, os gestores políticos vão procurando gerir as expectativas imediatas, apresentar resultados mínimos e conseguir o próximo empréstimo. Chegámos a este ponto.

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