O método revelou o verdadeiro objectivo da união política europeia

Concordo com o essencial do texto de Philipp Bagus, Two Visions for Europe, que o Ricardo Lima nos apresenta n’ O Insurgente, mas o termo “socialismo” deveria ser substituído por “capitalismo”. Como TPC proponho, por isso, substituir no texto o termo “socialismo” por “capitalismo” e cada um elaborar a sua própria análise.

Esta é a perspectiva que me parece bastante plausível: a capa socialista é para vender a ideia da união política. Enquanto mantiver essa capa de redistribuição e de justiça, o plano é vendável aos cidadãos europeus. O verdadeiro plano é o controlo financeiro, daí a necessidade de controlo político. A economia passa a servir a finança. Tudo o que o cidadão produz é para a máquina financeira, tendo ainda de competir com a China. Uma economia de mercado livre é um inimigo, e a democracia também.

Curiosamente, foram os próprios tecnocratas que puseram em risco o desenho da Europa ao revelar o seu plano de controlo financeiro (a verdadeira razão para a união política). Para atingir esse objectivo, era fundamental criar a necessidade dessa ocorrência, dessa protecção, colocar os países na situação de absoluta dependência (chantagem dos credores). Este plano foi aceite pelos governos e vendido aos cidadãos como inevitável. Até aqui tudo bem, todos embarcámos na ideia de ter de pagar a dívida. Mas o método revelou o objectivo (a manutenção da dependência para atingir a subserviência, a aceitação acrítica da união política como a única salvação).

Foi a partir daqui, do momento em que o plano ficou claro para os cidadãos dos países intervencionados (Grécia, Portugal), e para os outros que não querem provar o veneno (Espanha, Itália), que as coisas começaram a correr mal para os tecnocratas de Bruxelas. É por isso que agora se desdobram em explicações tentando desresponsabilizar-se e revelar a sua face inocente e benemérita (o Presidente da CE, a directora-geral do FMI, a chanceler alemã na Grécia e em breve em Portugal, o Prémio Nobel da Paz à UE).

A única esperança dos cidadãos europeus está no seu instinto de sobrevivência, na vitalidade das autonomias regionais, nos movimentos pacíficos de resistência, no respeito por si próprios e pelos seus semelhantes, no respeito pelo valor da vida como o primeiro a defender, e pela liberdade, o segundo a preservar. A esperança não reside nos partidos políticos, mas os cidadãos podem despertar-lhes também o seu próprio instinto de sobrevivência, ou defendem os cidadãos que dizem representar, ou perdem definitivamente o seu apoio (voto). A confiança já a perderam, e a paciência também.

Nota: vejam como nos pequenos incidentes residem os tiques da ausência de respeito pelos cidadãos europeus…

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