Crítica Cinéfila.

Desta vez com uns (vários) dias de atraso, contudo plenamente justificados pelas mini-férias natalícias que entretanto existiram, cá fica mais uma Crítica Cinéfila.

E desta vez o escolhido foi: A Vida de Pi (Life of Pi, 2012).

http://www.imdb.com/title/tt0454876/

A história é fácil (ou então não…) de resumir: Um navio de passageiros em plena rota transatlântica sofre um naufrágio. A questão é que o dito navio, para além de transportar pessoas, transporta também animais que vão ser vendidos num outro Continente depois do Zoo onde sempre habitaram (na Índia) ter fechado portas. O filme relata, basicamente, a convivência (??) durante intermináveis dias, num dos botes salva-vidas à deriva no oceano, entre um dos náufragos (o nosso protagonista) e um (magnífico) Tigre de Bengala adulto…

OK, dito assim parece ser apenas… Estúpido!!! Mas não é. O filme é muito mais do que isto…

O filme é, principalmente, um Relato de Fé. É também uma metáfora à Religião (às Religiões), a Deus (aos Deuses) e à maneira como cada um consegue interpretar e relacionar-se com a(s) Divindade(s). Mas na essência eu (pelo menos) acho que este filme é simplesmente um Relato de Fé.

E esse Relato de Fé fica absolutamente claro enquanto se assiste, ao longo do filme, às “intensas e delicadas negociações” entre os dois protagonistas com vista a decidir a divisão “possível” do espaço disponível para os dois entre o bote salva-vidas e o seu “atrelado” durante os dias de deriva. Se alguém pensava, até hoje, que era impossível negociar “racionalmente” com um Tigre de Bengala, estava enganado. A negociação é possível!!! (mas é preciso ter a tal Fé…).

De resto dizer apenas que a Fotografia é absolutamente divinal!!! Duas sequências de cenas absolutamente magníficas: A do afundar do navio depois do naufrágio e, mais tarde, a do “ataque” dos peixes-voadores já durante os dias de deriva (que literalmente parece que queriam acertar na testa dos espectadores!!!). É claro que ter visto este filme em versão 3D potenciou brutalmente a espectacularidade destes efeitos fotográficos…

De realçar pela negativa apenas (e só para os mais “básicos” como eu nestas lides das Religiões/Fé(s)/Divindades) o excesso de metáforas, algumas de significado demasiado dúbio… Uma ilha que durante o dia é paradisíaca e durante a noite devora pessoas, deixando-lhes apenas os dentes, parece-me um bocadinho rebuscado demais…

No entanto, sem qualquer sombra de dúvidas a não perder, principalmente para quem gosta de uma fotografia sublime e de uns belíssimos efeitos especiais!!

E é claro que esta Crítica Cinéfila, em particular, não poderia deixar de vir acompanhada dos meus Votos de um MAGNÍFICO ANO DE 2013 PARA TODOS!!! Que este seja, para todos, um ano essencialmente cheio de… TUDO!!!

BOM ANO DE 2013!!!

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