Afinal burros eram eles

Estávamos sensivelmente há um ano atrás e toda a gente vivia inebriada com uma palavra que ganhava uma força nunca vista no nosso léxico gramatical: exportações.

Esta ia ser a solução de todos os nossos problemas e a expiação de todos os nossos pecados do passado, de todos os desequilíbrios que lenta e silenciosamente se vinham acumulando durante décadas.

Eu, qual homem de pouca fé, partilhava aqui um torcer de nariz que de tão pouco alinhado com a multidão geral me fazia pensar que o burro era eu, porque afinal devia ser o único a ter dificuldades em aceitar este dogma por demais evidente para tantas almas esclarecidas.

Uma das razões, que parecia evidente mas que parecia não interessar nada, era o facto da maioria das nossa exportações serem intra-comunitárias, o que nos tornava particularmente expostos ao risco do abrandamento económico na Europa. 1 ano e 2 meses depois, o INE mostro que afinal burros eram eles!

Não só fico triste de ter acertado na previsão, porque isso significa que estamos pior, como preferia ter acertado em 5 números e 2 estrelas numa qualquer 3ª ou 6ª Feira do ano que passou…

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