Lord Goring

A partir de uma conversa no twitter, relembrei o An Ideal Husband, de Wilde, que teve esta adaptação tão cara ao meu querido e suscetível coração. O Lord Goring é das minhas personagens preferidas da literatura, em forma dramática ou não. Depois de uma feroz perseguição de Mabel Chiltern, acaba pedindo-lhe para se casarem, não sem antes se redimir dos disparates passados (e mostrar-se merecedor da continuação das atenções) na ‘segunda palmeira à esquerda’ (ou lá o que é, confirmem no trailer). Uma das minhas tiradas preferidas de Lord Goring é dita ao seu pai, quando este quer ter uma conversa séria sobre a necessidade de Goring se casar. Aflito, Goring responde ao pai que só fala de assuntos sérios às terças feiras das dez horas ao meio dia (também é necessária confirmação de dia e hora) – e, presume-se, o pai que ficasse satisfeito por não haver também local específico (mas assim é menos um dado que necessita de confirmação da minha provável confusão). Mas, a haver, certamente não seria numa carruagem no Hyde Park, onde a adaptação coloca a dita conversa, que são necessários ambientes circunspectos, com madeiras nobres e escuras em abundância e damascos pesados nas cortinas, para conversas de assuntos sérios.

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