Crítica Cinéfila.

Cá estamos nós para mais uma fantástica Crítica Cinéfila!!!

E por incrível que pareça, mesmo a meio da Época Estival e quando pensávamos que tínhamos que esperar pelo próximo Outono para voltar a ver Bons Filmes, eis que nos surge esta verdadeira Pérola Cinematográfica: A Gaiola Dourada (2013) de Ruben Alves com Rita Blanco, Joaquim de Almeida e Maria Vieira (para referir apenas alguns dos actores portugueses).

http://www.imdb.com/title/tt2261749/?ref_=fn_al_tt_1

Antes de mais um precioso aviso: Quem tiver tendência para a má disposição ou para as dores abdominais fortes resultantes do RISO INTENSO… Não vá ver este filme!!! É que isto é para rir do início ao fim…

Tendo dito isto, vamos ao que interessa!!! A história é simples: Um casal de emigrantes portugueses a residir em Paris (Rita Blanco e Joaquim de Almeida), ele Pedreiro de profissão e ela Porteira num condomínio, recebem de inesperado a notícia de terem sido contemplados com uma herança em Portugal: Uma Quinta produtora de vinho na Região Vinícola do Douro (com um rendimento anual de mais de 200 mil euros). A partir desta notícia o descalabro acontece!!! Zelosos e briosos como são de ambas as profissões o grande dilema deste casal passa a ser: Como anunciar aos respectivos patrões, colegas e amigos que (ao fim de mais de 30 anos a trabalhar e residir em Paris) vão finalmente regressar a Portugal para tomar posse da tão aguardada herança???

Todo o filme é um festival hilariante de exageros e clichés relativos aos estereótipos dos emigrantes portugueses no estrangeiro. Muito é exagerado (será?!?!?) e é exactamente isso que dá o tom de comédia hilariante ao filme. Mas, num registo mais sério, duas coisas são com certeza verdade: Em primeiro lugar a honestidade e o brio com que os portugueses a residir no estrangeiro desempenham o seu trabalho (o que os torna absolutamente indispensáveis na comunidade onde residem/trabalham) e em segundo lugar o sonho comum de um dia poder regressar a Portugal porque, apesar de tudo, sentem que aquela nunca será a sua Casa.

Rita Blanco e Maria Vieira com papéis absolutamente magníficos, umas autênticas “Lindas de Suza por terras de França” e Joaquim de Almeida mais deslocado do seu registo habitual (por exemplo da série “24”) mas igualmente “Tuga de Gema”. Só para abrir o apetite (sem revelar demasiado) podemos ao longo do filme “saborear” um delicioso prato de “degustação de ensopado de vitela” ou até mesmo perceber que o Porsche 911 infelizmente não se fabrica em versão sedan nem convém equipá-lo com a “bola do reboque” (para isso há a Kangoo…). Tudo isto “servido” aqui e ali com a inconfundível “Valise en Carton” da Linda de Suza como Banda Sonora.

Muito, muito bom!!! Imperdível mesmo para quem quer passar 100 minutos a RIR QUE NEM UM PERDIDO!!! E também, não menos importante, uma homenagem mais que merecida a todos quantos “escolheram” (ou talvez não…), mesmo com todos os seus “tiques e manias”, representar com o seu trabalho e com o seu exemplo de vida o nosso país no estrangeiro. Muitas vezes com bastante mais inteligência do que os que cá ficam…

A NÃO PERDER!!! Bom filme e até à próxima…

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Belo

A letra é do Cazuza, a música do Frejat. A interpretação, essa, é magnífica. Ney, pois então.

Poema

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim

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A comunhão dos santos

No símbolo (credo) dos Apóstolos professamos a fé na comunhão dos santos.

“No próximo dia 30 de setembro o Papa Francisco vai presidir ao Consistório onde irá anunciar a data de canonização de João XXIII e de João Paulo II”, afirmou hoje o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (…)”

Em outubro passado estive na capela de S. Sebastião, Basílica de S. Pedro, onde repousa o beato João Paulo II. Diz-nos o catecismo que a comunhão do santos “tem, portanto, dois significados estreitamente ligados: «comunhão nas coisas santas, sancta», e «comunhão entre as pessoas santas, sancti»”. É portanto também comunhão com os santos. Ás vezes, mesmo os crentes – e especialmente os crentes – esquecemo-nos disso.

(imagem daqui)

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Tudo o que sou, tudo o que tenho

Tudo o que sou, tudo o que tenho é dela. Não sei viver de outra maneira. Se se está, pois então está-se completamente. Não sei o que é dar-me às prestações. Não consigo rachar contas. Isto não quer dizer que tenha alguma coisa contra o rachar. Comigo é que não funciona.

Nem segredo faço dos números do euromilhões.

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In a galaxy…

Numa destas noites de insónia liguei o SyFy, passava o episódio III do Star Wars – Revenge Of The Sith, confirmei pela enésima vez que não vale nada e foi mais um par de horas de masoquismo. E o sono não veio. Duas horas. Duas. Mesmo gramando o Darth Vader à brava.

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Crítica Cinéfila.

Avisam-se todos os interessados (na visão optimista de haver interessados!!!) que a nossa tão querida Crítica Cinéfila vai agora de férias, regressando fresquinha em Setembro. Esperemos que os Bons Filmes regressem também connosco depois das férias.

BOAS FÉRIAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

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Crítica Cinéfila.

No regresso desta “quase moribunda” Crítica Cinéfila esta foi a escolha de ontem:

Paixão (Passion, 2012) de Brian de Palma com Rachel McAdams, Noomi Rapace, Karoline Herfurth e Paul Anderson entre outros…

http://www.imdb.com/title/tt1829012/?ref_=fn_al_tt_1

Em jeito de nota introdutória eu cada vez mais acho que quando um Realizador decide “criar” um filme tem UM de DOIS caminhos a seguir: Ou resolve fazer um filme VERDADEIRAMENTE BOM ou resolve fazer um filme VERDADEIRAMENTE COMPLICADO (e, neste segundo caso, quanto mais complicado é o filme menos capacidade tem o espectador de perceber se ele é bom ou não…). Eu por acaso não concordo nada com esta visão mas acho que cada vez mais é o que “está na moda”.

No caso deste filme, Brian de Palma optou (infelizmente) pela segunda via. Resolveu fazer um filme complicado. Complicado durante todo o filme e, para terminar em grande, resolveu “complicar a complicação” nos últimos 10 minutos do filme. Resultado: Um filme incompreensível que não consegue ainda assim (eu bem disse que não concordava com a tal visão), em minha opinião, deixar de ser apenas um Mau Filme. De destacar apenas (como outro método muito utilizado para “embrulhar” maus filmes na esperança que o espectador não dê por isso) outra estratégia usada neste caso pelo Realizador: Basear todo o filme na história de “Três Gajas Boas” (uma morena, uma loira e uma ruiva… Nada é deixado ao acaso!!!) que ao longo do filme se vão “enrolando” umas nas outras e assim protagonizando algumas cenas mais-ou-menos-quentes. Pode até nem ser desagradável ao olhar mas não consegue esconder a falta de qualidade cinematográfica…

A história do filme… Numa única frase: A rivalidade existente entre 3 mulheres que trabalham juntas numa filial alemã de uma empresa norte-americana de publicidade. E temos então para todos os gostos: A Loira (que é a “big boss” lá do sítio. Manipuladora e sedutora); A Morena (que é a assistente da Loira. Aparentemente “low profile” e recatada, não hesita em enfiar-se na cama do namorado da chefe na primeira oportunidade) e a Ruiva (a secretária. Uma tarada de primeira!!!). E todo o filme é isto. Quase no final uma das três aparece morta e resta saber quem a matou…

Como se não bastasse toda a ausência de qualidade, algures lá no meio do filme o Realizador decide (quase que apostava que para me traumatizar pessoalmente) ESPATIFAR UM AUDI A7 novinho em folha contra um poste da rua. Não havia necessidade…

E pronto, se decidirem ir ver este é a vossa responsabilidade. Até à próxima!!!

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Quando nos deixamos surpreender favoravelmente a perspectiva muda

Sempre que caímos na tentação de ouvir as notícias televisivas e os comentários políticos ficamos com a sensação de que o mundo vai acabar amanhã: os juros dispararam, os bancos precisam de ser capitalizados, o governo está por um fio, vem aí o segundo resgate, os 3 partidos que assinaram o memorando têm até 6ª feira para apresentar algum resultado das negociações que dê alguma estabilidade e consistência à governação a médio prazo.

Quando penso que fui tão mázinha para o CDS (só nos sentimos desiludidos com quem valorizamos e afinal tinha apostado neles há 2 anos). Mas entretanto observei que o CDS conseguiu ser o partido a reagir com mais profissionalismo ao desafio presidencial. Todos os outros partidos engoliram em seco. Excepto, claro está, os partidos que não tinham assinado nada, só tiveram que repetir que o governo está morto e que querem eleições antecipadas. Quase a seguir o PSD, depois de engolir em seco, recuperou a compostura e aceitou o desafio. O PS veio na voz de um experiente destas lides dizer que gosta de dialogar com toda a gente. Quanto aos seus representantes máximos apareceram no debate da Nação sem saber muito bem o que dizer.

É por isso que agora escolho deixar-me surpreender favoravelmente para ver se a vida se torna menos dramática do que a que nos é apresentada diariamente nas televisões. Quando nos deixamos surpreender favoravelmente a nossa perspectiva muda.

P.S.: tambem fiquei agradavelmente surpreendida com Mota Soares de novo na sua scooter.

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O filme de terror “A reforma do Estado” é muito pior do que “O Ajustamento”

A vida tem destas coisas. O protagonista, guionista e produtor do filme de terror O Ajustamento saiu do filme antes da sua sequela, A Reforma do Estado, que é bem pior. Bastou-lhe, para isso, escrever uma cartinha a dizer que o filme O Ajustamento já lhe tinha beliscado a reputação.

O PM aceitou a saída do actor principal que lhe deixou, em sua substituição, a sua assistente que já era conhecida dos produtores europeus. Além disso, tanto o PM como o protagonista do filme saboreavam já, com o prazer específico dos perversos, a co-responsabilização do CDS e do seu rival odiado, pela sequela do filme de terror A Reforma do Estado. Matar dois coelhos de uma cajadada só, estão a ver?

Quando o dito rival percebeu a armadilha, tirou o pé e tentou salvar-se e à sua família política. A família é que não percebeu a sua atitude: abandonar o protagonismo no filme A Reforma do Estado e um possível prémio dos Ídolos Nacionais!? A Casa dos Segredos dos betinhos e das botoxes tremeu só de pensar que voltaria à obscuridade quando já brilhara na carpete vermelha… Ai os relacionamentos privilegiados que contam, a agendinha recheada de nomes sonantes… Só acalmaram quando as vozes sensatas dos poucos que sabem o que é a vida, isto é, os que arregaçam as mangas e apresentam trabalho, dizerem que havia uma solução para tudo. Só espero é que a solução não vá trair todos os valores e princípios que nos apresentaram há 2 anos antes das eleições…

Ser traído é uma sensação muito incómoda. Só nos consideramos traídos quando valorizamos quem nos traiu. Passos não me traiu porque nunca esperei nada de bom dali, embora tenha conseguido ultrapassar todos os limites da decência. Mas o CDS traiu as minhas expectativas. Embora com uma atenuante: o meu equívoco cultural. De facto, olhei apenas para o momento de Portas, uma declaração de princípios, e esqueci a cultura de base da sua família política, os betinhos e as botoxes e o seu tradicionalismo obsoleto com que não me identifico. Erro meu.

A família política de Portas quer manter-se nos Ídolos Nacionais. Ironicamente, esse lado pueril da sua cultura de base acaba por nos salvar do horror de nos vermos novamente sujeitos a ouvir um Silva Pereira, um Vieira da Silva, um Francisco Assis, um Vera Jardim, já para não falar de Jorge Sampaio e Mário Soares… Mal por mal antes o ministro Maduro e Marques Guedes…

Além disso, pouco depende de nós, tudo está suspenso até às mudanças que já se pressentem na Europa. Até lá, é apostar na nossa inesgotável criatividade e improviso, capacidades tão portuguesas. Sobreviver mais um ano e evitar a todo o custo prolongar a dependência da chantagem financeira da troika-credores-mercados.

Na verdade, as declarações de princípios raramente são respeitadas e seguidas pelos grupos, acabando por se virar contra os seus autores. Este é o momento de Portas lembra-me este filme:

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Crítica Cinéfila.

Depois de muito tempo afastado desta “cena” das Críticas (sim, porque mesmo para “criticar” é preciso ter alguma inspiração…), voltamos hoje com mais uma Magnífica Crítica Cinéfila.

E o contemplado desta vez foi: Mestres da Ilusão (“Now You Can See Me”, no título original, 2013) de Louis Leterrier com Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher, Dave Franco (como os 4 Cavaleiros), Mark Ruffalo, Mélanie Laurant (como os 2 Polícias), Morgan Freeman e Michael Caine entre outros…

http://www.imdb.com/title/tt1670345/?ref_=fn_al_tt_1

De começar por referir que nenhum filme onde entrem Morgan Freeman e Michael Caine pode ser um mau filme. Já agora, não menos verdade, nenhum filme onde entre Mélanie Laurant pode ser um filme desagradável de ver (acho que já aqui tinha dito que as actrizes francesas estão “em grande” no actual panorama do cinema mundial!!!). Temos portanto, para começo, dois magníficos actores e uma francesa linda e cheia de charme, podia ser pior… Agora quanto à História:

Quanto à história a coisa “dá-se” assim: Um homem, motivado apenas e tão somente por um plano pessoal de VINGANÇA contra 3 instituições (empresas) e 2 outros homens em particular, resolve arquitectar um “Plano de Vida” (literalmente um “Plano de Toda Uma Vida”) para conseguir levar a cabo essa tão aguardada VINGANÇA. (P.S. – Se tivesse sido eu a dar título a este filme, tinha-lhe chamado REVENGE…).

Para tal resolve juntar 4 Ilusionistas “Amadores” – Os 4 Cavaleiros – (que de “amadores” têm muito pouco) e com o recurso a Técnicas de Ilusionismo absolutamente avassaladoras (há quem lhe chame “Magia” mas eu prefiro deixar esse termo reservado para quando vejo jogos de ténis antigos entre o Pete Sampras e o Andre Agassi…) levar finalmente a cabo os seus planos de vingança.

No meio disto tudo há ainda “alguém” que patrocina (financia) todos estes espectáculos de ilusionismo e “outro alguém” que tem como missão única desmascarar (desacreditar) todos estes Ilusionistas. Pode dizer-se que nenhum destes dois “alguéns” vai acabar o filme muito bem disposto…

(e mais não conto porque tenho sido ultimamente acusado de revelar demasiado acerca dos enredos…).

Terminar dizendo apenas que, ao contrário da maioria dos últimos filmes que tenho visto (cujos finais são normalmente muito bons e muitas vezes compensam os filmes “menos bem conseguidos”), desta vez achei exactamente o contrário: Um filme MUITO BOM quase até ao fim e depois… Depois um final despropositado, sem nexo, sem coerência nenhuma, muito pouco credível (mesmo no contexto da “Ilusão” em que todo o filme se move)… Parece claramente um final feito “em cima do joelho” e é pena porque o filme (como um todo) merecia sem dúvida um final “mais bem pensado” e mais credível.

Ainda assim um filme a não perder, sem dúvida!!!

Bom filme e boas pipocas!!!

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Um país de condições meteorológicas adversas

E o ministro não se referia à agricultura, era à construção civil (!)

Ninguém é responsável por nada, nem o FMI nem a CE nem o BCE nem o governo nem o ministro das finanças… mas temos de reconhecer que a criatividade do ministro das finanças superou todas as expectativas: as condições meteorológicas são as responsáveis pelo mau desempenho no 1º trimestre.

A Farmácia Central tinha aviado aqui uma receita ao governo: pôr o ministro das Finanças de quarentena. Se este vírus se espalha (e já vimos que vem de cima, da troika), podemos imaginar o que nos espera nos próximos tempos.

A Farmácia Central não se responsabiliza pela continuação dos danos na economia que a permanência do ministro das Finanças no governo pode provocar, uma vez que aviou a receita. Mas não são apenas os danos na economia do país, são também os danos na saúde mental, na estabilidade emocional e na tensão arterial de muitos cidadãos.

A receita prescrita pelo médico pode ser adaptada ao genérico equivalente, muito mais em conta, da MOBILIDADE ESPECIAL também chamada de REQUALIFICAÇÃO. Esta solução é muito mais barata e é muito simples de tomar: coloca-se o ministro das Finanças, e outros que também revelem ter sido contaminados pelo mesmo vírus, na lista da mobilidade com efeitos imediatos. A dose é reduzida gradualmente até desaparecerem do mapa e das estatísticas. Uma limpeza.

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Da quinta, da burocracia e da mentira

Sobre a saga do Anexo SS incluído este ano na Declaração Modelo 3 do IRS:

No sítio da Segurança Social encontra-se este esclarecimento de 29/05/2013. Lê-se que «Nesse sentido foi criado o “Anexo SS” a fim de poderem ser descriminados pelo trabalhador independente todos os rendimentos acima referidos uma vez que os mesmos não podiam ser obtidos por via dos dados disponibilizados pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), uma vez que não dispunha destes dados discriminadamente. Este Anexo SS deve ser entregue conjuntamente com declaração de rendimento Modelo 3 do IRS, no prazo legal estabelecido para a entrega desta declaração e por transmissão electrónica de dados, através do Portal da Finanças.» (negrito meu)

A informação vertida no anexo serve para serem obtidos os valores imputados às entidades contratantes, que são as pessoas coletivas e pessoas singulares com atividade empresarial a quem os trabalhadores independentes (TI) prestam serviços, e dando-se o caso de uma destas entidades ser responsável por mais de 80% do valor total das prestações de serviços desse TI está obrigada a pagar uma taxa de 5% do valor à SS (e se o TI descontar para a SS por via destes rendimentos).

Estas entidades, que mais uma vez refira-se são as pessoas coletivas e pessoas singulares com atividade empresarial, estão obrigadas a declarar discriminadamente no mês de fevereiro TODOS os rendimentos que pagam ou colocam à disposição no ano anterior, via Modelo 10.

Portanto, o Instituto da Segurança Social (ou quem prestou o esclarecimento em seu nome):

  1. Não quer trocar informação com a AT para manter a quinta, e/ou
  2. Está a admitir que a AT se recusa a prestar essa informação, e/ou
  3. Anda a dormir na forma, e/ou
  4. É um burocrata de primeira água, e/ou
  5. Mente.

O contribuinte, esse, que se lixe. As usual.

É o país que temos.

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Isto dá que pensar…

De acordo com Miguel Esteves Cardoso cada manifestação do “Orgulho Gay” na Europa contou (em média) com 100.000 participantes enquanto que cada manifestação contra a Corrupção contou (em média) apenas com 2.500 participantes.

Estatisticamente, conclui o escritor, fica provado que na Europa há MUITO MAIS GENTE a lutar pelo direito de levar no rabo do que a lutar para não ser enrabado.

(palavras do próprio escritor).

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Crítica Cinéfila.

Com alguns dias de atraso, cá fica mais uma vez a nossa Magnífica Crítica Cinéfila!!!

…You have to decide if you want to remember or you want to forget…

E desta feita a nossa escolha recaiu sobre o filme Transe (2013) de Danny Boyle com Vincent Cassel, Rosario Dawson e James McAvoy entre outros.

http://www.imdb.com/title/tt1924429/?ref_=fn_al_tt_1

Ora bem, nem sei exactamente por onde começar… A verdade é que o filme é bom (é surpreendente, para ser mais preciso) sem no entanto ter uma história magnífica nem sequer alguma interpretação acima da média. O truque deste filme está mesmo da “reviravolta” completamente inacreditável que a história dá e que a torna singularmente interessante.

Vamos por partes: Um funcionário de uma leiloeira de obras de arte (viciado em poker e com bastantes dívidas acumuladas)  vê na sua profissão uma maneira de arranjar dinheiro fácil para saldar todas as suas dívidas e para isso decide (em conjunto com um bando de “mafiosos”) roubar um quadro avaliado em 28 milhões de dólares. O problema surge quando o jovem leiloeiro (devido a uma forte pancada na cabeça) se esquece literalmente onde guardou o valioso quadro roubado…

…Com recurso a uma “sugestiva” (leia-se: Boazona) Hipnoterapeuta o rapaz vai tentar recuperar a memória de onde guardou o quadro roubado. E tudo isto seria banal se ficasse por aqui… Mas não!!! E se a localização da peça roubada não fosse a única coisa de que este rapaz se esqueceu??? E se ele e a Hipnoterapeuta tivessem já um passado em comum??? E se ele se tivesse esquecido da “pessoa” que  foi no passado??? E se a Hipnoterapeuta conseguisse fazê-lo esquecer tudo o que ela quisesse??? E se ela conseguisse ter esse poder sobre outros homens??? E se ela não se importasse de o usar???…

Ah pois é!!! Tudo isto resulta num filme absolutamente hipnotizante (até ao último instante) que aborda o Poder da Sugestão. A capacidade de “entrar” na cabeça de outra pessoa e de ir lá “mexer” num sitiozinho ou noutro… E obviamente (isto apenas para os IRREDUTIVELMENTE CÉPTICOS como eu próprio nestas questões) a capacidade de se deixar sugerir, de se deixar hipnotizar, de se deixar “mexer”…

A não perder, sem qualquer sombra de dúvidas!!! Até a duração do filme é a perfeita: 100 minutos, para não cansar!!!

P.S. – E se, bem lá no fundo, tudo se resumisse à resposta a dar a este dilema quotidiano: “…You have to decide if you want to remember or you want to forget…”.

 

 

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Ter ‘sex and success’ – ou nem um nem outro

O mundo é um lugar muito injusto para certas mulheres. Não bastavam o maior share das tarefas domésticas, a gravidez e o acompanhamento dos filhos que funcionam como entraves (às vezes voluntários e assumidos) às carreiras femininas, os preconceitos latentes ou declarados quanto à capacidade feminina para tarefas de topo, a exigência de estarmos sempre atraentes, espirituosas, depiladas, num pico de produtividade mesmo depois de se passar uma noite acordada porque um filho não parou de vomitar – enfim, não era suficiente que as mulheres não usufruíssem das vantagens implícitas que os homens têm na vida profissional. Aparentemente tudo piorou – e a culpa é novamente das descendentes de Eva. Mais concretamente, das mulheres alpha, esses seres que pelos vistos têm tudo: ganham muito, vestem bem, são ambiciosas, têm profissões que adoram, competem de igual para igual tanto com homens como com mulheres, vão ao ginásio e colocam botox, gastam dinheiro em si próprias para se manterem jovens e sexys. Como diz Alison Wolf na Spectator, ‘It’s a new world, and a new set of inequalities. […] What is new, the seismic shift, involves a far larger group: the female elites […]. They are pulling away, and are leaving the rest of the ‘sisterhood’ behind’. Enquanto as mulheres alpha têm tudo, as do extremo oposto não concluíram uma licenciatura, têm trabalhos indiferenciados onde são pagas para fazer as tarefas tradicionais femininas, não têm dinheiro nem incentivo para cuidarem de si próprias, enfim, um rol de queixas. E – suprema provocação! – enquanto as mulheres que não acabaram um curso superior não têm bom sexo e preferiam gastar o tempo noutras actividades, estas mulheres alpha têm muito sexo, bom e ainda querem ter mais. É demasiada diferença para se tragar no mesmo sexo.

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Mais algumas receitas para aviar na Farmácia


farmáciaantiga

Desde as receitas aviadas na semana passada, já vimos alguns sinais do efeito benéfico dos medicamentos prescritos:

– no PR, que já começou a interiorizar a importância do MARKETING DO PAÍS na Europa e restantes continentes, o que implica acreditar na viabilidade do país, não apenas como um grupo de grandes empresas, grupos financeiros e personalidades mediáticas, mas como uma comunidade de cidadãos com diversas potencialidades. Talvez por ter verificado esses sinais positivos, o médico tenha apenas prescrito a continuação das CAMINHADAS DESCALÇO NO JARDIM, desta vez a visualizar o país a recuperar a pouco e pouco até acreditar nessa possibilidade, o que o irá inspirar a tomar INICIATIVAS VISÍVEIS E PERCEPTÍVEIS sem se esconder dos cidadãos quando exerce por detrás das cortinas a sua influência no governo e no PS.

Quanto ao GOVERNO e o PS, o médico mantém alguns medicamentos mas prescreve outros, numa tentativa de acertar na composição certa e na dose adequada:

– GOVERNO: começando novamente pelo PM, o médico deve ter verificado que o comportamento adolescente se mantém, não assumindo os erros cometidos e continuando a desculpar-se com a decisão do Tribunal Constitucional, pelo que mantém A DOSE DUPLA DE RESPONSABILIDADE, só que em vez do xarope e cápsulas, vai tentar com comprimidos de 500 mg a tomar 3 vezes ao dia (pequeno-almoço, almoço e jantar), e desta vez acompanhados de SORO DA VERDADE, o último grito da ciência médica apenas testado no público normal, mas talvez o médico queira verificar como se comporta este medicamento no público-alvo a que se destina, os políticos.  Quando se notarem sinais do seu efeito, o médico prescreve aqui CONHECER A REALIDADE ACTUAL DO PAÍS em cápsulas a tomar logo de manhã. O médico considera que conhecer o país e identificar-se com os seus concidadãos é a base necessária para conseguir efectuar o MARKETING DA VIABILIDADE DO PAÍS, por isso também prescreve exercícios de VISUALIZAÇÃO DO PAÍS RECUPERADO nos intervalos dos conselhos de ministros, tantas vezes por dia quanto as necessárias, inicialmente com o apoio técnico de um personal trainer, até ter adquirido a capacidade de acreditar nessa possibilidade: a economia a mexer, recursos optimizados, empresas novas a iniciar a sua actividade, os jovens a ter futuro no país, o sector público mais eficiente e com serviços de qualidade, os mais velhos protegidos, a sociedade civil activa e criativa a colaborar com serviços (público) e empresas (privado) nas melhores soluções para o país, o interior de novo habitado e com juntas de freguesia próximas assim como centros de saúde, estações de correios e postos de gnr.

A seguir vem o ministro das Finanças: vamos a ver se consigo decifrar a letra do médico, parece ser isto. Não se tendo colocado o ministro de QUARENTENA, apenas aliviando os cidadãos da sua presença mandando-o ir chatear os estrangeiros tecnocratas da Europa e de Washington com os seus powerpoints (baseados em estudos de economistas com erros de cálculo), e começando a mostrar por cá outros ministros um já bem conhecido outro completamente desconhecido, o médico mantém a receita pois considera que manter o ministro que é percebido pelos cidadãos como o homem da troika só poderá piorar a situação do país.

– PS: o médico mantém o medicamento APRENDER A NEGOCIAR, com a indicação de passar a 1 vez por dia, tal como prescrito anteriormente. Quanto à VITAMINA D, tomar até terminar o frasco pois o sol apareceu finalmente e não se verifica a necessidade de nova prescrição. O médico também parece ter ficado satisfeito com os sinais positivos do medicamento ADAPTAÇÃO ÀS CIRCUNSTÂNCIAS ACTUAIS, pois o doente deixou de exigir eleições antecipadas, pelo que pode ser substituído por RESISTÊNCIA e AUTO-CONFIANÇA em cápsulas a tomar 3 vezes por dia (pequeno-almoço, almoço e jantar) para encarar as reuniões com o governo. Como o médico considera que a auto-confiança se baseia na VERDADE e na RESPONSABILIDADE prescreve, não propriamente o soro da verdade, pelo menos por enquanto (parece que os políticos são mais atacados pelo vírus da mentira quando exercem o poder ou nas campanhas eleitorais só se aproximando da verdade quando estão na oposição), mas um xarope a tomar duas vezes por dia.

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Crítica Cinéfila.

Cá estamos mais uma vez para a (já) tão aguardada Crítica Cinéfila.

E desta vez o contemplado com a nossa escolha foi: Efeitos Secundários (2013) de Steven Soderbergh com Rooney Mara, Jude Law, Catherine Jeta-Jones e Channing Tatum entre outros…

A história é simples (ou então nem tanto…): Uma jovem mulher recém-casada aparentemente a sofrer com uma brutal depressão (será?!?!?!?) é consultada por um psiquiatra que, ao abrigo de um protocolo experimental, lhe receita um novo medicamento que está a ser introduzido no mercado. Esta nova droga parece, no entanto, provocar-lhe efeitos secundários devastadores (será?!?!?!?) que a levam mesmo a cometer um homicídio. A história é esta e seria quase banal (mesmo repetitiva) se, mais ou menos a dois terços do filme, não existisse uma GIGANTESCA REVIRAVOLTA que (para além de me surpreender completamente) me deixou “agarrado” à tela mesmo até à última cena. LIKE!!!

Quanto a interpretações temos uma magnífica: A brutalmente depressiva/perturbada/apática (será?!?!?!?) Rooney Mara (que para quem não se lembra fez o papel principal no extraordinariamente violento mas Bom “O Homem que Odeia as Mulheres” e outra razoável (sexy, sexy, sexy…) da Catherine Jeta-Jones no papel de uma Psiquiatra que já tinha anteriormente tratado (será?!?!?!?) a personagem principal.

No que toca ao Jude Law (que interpreta o Psiquiatra que actualmente se encarrega do caso da “nossa” paciente (será?!?!?!?)), do meu ponto de vista trata-se claramente de um ERRO DE CASTING. Aquela carinha de “menino bonito” não é compatível (e muito menos credível) com a astúcia e raciocínio que a personagem vem a demonstrar e que é fundamental para o desfecho do filme. Assim de repente era capaz sugerir “um” Tom Hanks para este Papel… (as meninas que suspiram por este “inglesito empertigado” que me desculpem…).

Lá pelo meio do filme ainda se consegue avistar uma abordagem (ainda que muito sublime) a assuntos sérios (e cada vez mais actuais) como sejam os da “auto-medicação” e do “abuso de medicação” por parte de muitos médicos ou pacientes.

Para finalizar, para quem for ver o filme… A ÚLTIMA CENA (mesmo, mesmo a última) diz muito acerca de todo o filme!!! Cá se fazem, cá se pagam… AH AH AH!!! (mas é preciso estar com MUITA atenção)!!!

Este vale claramente a pena ser visto. BOM FILME!!!

P.S. – Como é que eu poderia esquecer isto!!!!!!!!!!! Para os homens que ainda não estão convencidos há uma cena (quase no fim) que poderá valer pelo filme todo!!! Imaginem a Catherine Jeta-Jones assim vestida de “menina de colégio” (mas EM BOM…) e a “nossa” paciente (será?!?!?!?) Rooney Mara… Botões a serem desapertados… Saias curtas… Saquem da net ou vão ao cinema!!!

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Receitas para aviar ainda hoje na Farmácia

Finalmente mais algumas receitas para aviar nesta Farmácia e desta vez não são para o mesmo doente de sempre: o cidadão-contribuinte todos os dias e eleitor de 4 em 4 anos. Não, desta vez o médico percebeu que os doentes a precisar hoje de uma receita são o GOVERNO, o PS e o PR. Vamos então procurar nas prateleiras desta Farmácia os medicamentos certos e devidamente prescritos:

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– para o GOVERNO: a começar pelo PM, o primeiro medicamento é UMA DOSE DUPLA DE RESPONSABILIDADE, uma em xarope e outra em cápsulas para tomar 3 vezes por dia (ao pequeno-almoço, almoço e jantar). O médico deve ter ficado preocupado com o comportamento adolescente do doente no discurso sobre os obstáculos colocados pelo Tribunal Constitucional à sua excelente governação. A tomar ainda vitamina B para o stress. E agora, para o ministro das Finanças: QUARENTENA, esta é forte. Parece que se trata de uma questão muito delicada porque o médico pede aqui vários exames em que parece querer detectar uma alteração genética. Vamos ver se percebo a letra: despiste de vírus de tecnocrata europeu e de técnico de produtos financeiros de alto risco. Talvez o médico esteja a querer poupar o outro doente já encharcado em comprimidos, o cidadão-contribuinte todos os dias e eleitor de 4 em 4 anos, para não continuar a sofrer de stress pós-traumático da voz hipnótica do ministro (que, aliás, fala inglês com mais fluência do que português). 

E agora o PS:

– o primeiro medicamento é APRENDER A NEGOCIAR. Não há dúvidas, cá está. Tomar 2 vezes ao dia até conseguir absorver a noção de partilha de responsabilidade considerando os interesses mais elevados do país. Passados 15 dias, pode reduzir a dose para 1 vez por dia acompanhado de vitamina D (a parar quando puder apanhar sol). Sim, sem dúvida que é isso que os gatafunhos do médico querem dizer. O segundo medicamento é CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO ÀS CIRCUNSTÂNCIAS ACTUAIS. Tomar 3 vezes por dia com bastante água para não desidratar. Parece que o comportamento alucinado do doente ao pedir (ou exigir) eleições antecipadas, numa altura destas, levou o médico a considerar o pacote das 500 mg. 

Finalmente, o PR:

– CONTENÇÃO NA UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS, sobretudo evitar debitar opiniões vingativas e fora de prazo sobre terceiros. Um chá para o fígado. Percebi bem? Mas é isso que parece. A alternar com CAMINHADAS DESCALÇO NO JARDIM e visualizar-se de boa disposição, com saúde, a amar incondicionalmente todas as pessoas do planeta, até conseguir enraizar-se no lugar que ocupa e no papel que desempenha. Quando se notar que já melhorou, iniciar os contactos internacionais, fazer o MARKETING DO PAÍS na Europa e restantes continentes.

Para já, são as receitas que temos para aviar ainda hoje.

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Crítica Cinéfila.

Cá estamos de novo para a tão aguardada Crítica Cinéfila…  

E desta vez o “contemplado” foi: Comboio Nocturno para Lisboa (2013) de Bille August com Jeremy Irons, Mélanie Laurent, Nicolau Breyner e Beatriz Batarda entre outros…

http://www.imdb.com/title/tt1654523/

Um mau filme. Um filme realmente fraco em todas as suas vertentes que, curiosamente, tem por base uma Boa História.

Para quem como eu acredita (já o disse várias vezes) que uma Boa História é mais ou menos 90% de tudo aquilo que um filme precisa para ser um Bom Filme, este é claramente a excepção que confirma a regra!!! Temos pois aqui claramente uma Boa História que depois foi “vestida” com um filme transversalmente mau…

E a história é mesmo boa: Portugal no “antes do 25 de Abril”. A PIDE. Perseguições Políticas e a Resistência Clandestina ao Regime Fascista. Um banal (e desinteressante) professor a morar em Berna, na Suíça, que certa manhã salva uma jovem do suicídio, resolve rumar a Lisboa para conhecer o autor do livro (“O ourives das Palavras”) que essa mesma jovem lhe deixa para trás. Uma história com potencialidades…

…O problema é mesmo o filme que foi feito a partir daqui: Muitíssimo enfadonho, totalmente arrastado, banal, cheio (a abarrotar) de flashbacks e referências constantes a nomes, apelidos, nomes e mais apelidos de personagens (umas passadas e outras presentes) que baralham completamente o espectador e nos fazem (pelo menos a mim…) perder completamente o fio à meada. Diálogos arrastados, sonolentos e absolutamente desinteressantes. Banda sonora desinteressante. Os únicos aspectos positivos são mesmo as paisagens desta “Bela Lisboa” (o filme foi quase exclusivamente filmado em Lisboa) e a presença da lindíssima Mélanie Laurent que é um Hino à Beleza da Mulher!!! Não há mesmo dúvidas nenhumas que, neste campo, muitas das actrizes francesas da actualidade estão, por assim dizer, “10 passos à frente”…

Última nota só para dizer que, para mim, é um verdadeiro desperdício de talento um Actor da categoria do Jeremy Irons participar num filme destes!!! Apesar duma interpretação “razoável” (pelo menos em comparação) eu diria que toda a mediocridade e banalismo do filme a absorvem a abafam por completo.

Não é meu hábito ser tão radical mas, desta vez, eu diria mesmo que não vale a pena… Nem pelas pipocas vale a pena ver este filme!!!

Para a próxima será melhor!!! Então até lá…

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Chinesices

Acabei há pouco de ler um livro autobiográfico de uma chinesa agora refugiada no Canadá que contava como no início da Revolução Cultural foi revelado aos chineses a existência de Jiang Qing, a última mulher de Mao, até aí desconhecida dos chineses que não se relacionavam com os quadros de topo do PCC. Em 2013 Peng Liyuan, mulher de Xi Jinping e bonita e uma celebridade por direito próprio na China, é já considerada – como de resto de costume sempre que há uma primeira dama atraente – um asset da presidência do marido. A China, ainda que em ritmo glaciar, vai mudando.

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‘What are we to make of the fact that Pope Francis mastered an “absurdly erotic” dance like the Tango?’

Há uns anos li um artigo muito tolinho de Tina Brown assumindo tudo e mais um par de botas de wonderful sobre Obama só porque este era o primeiro presidente dos EUA que usava blackberry. Therefore, não se deve inferir de mais deste gosto pelo tango do meu querido Francisco. Em todo o caso, o texto da Spectator tem piada. E Francisco é imensamente mais interessante que Obama.

«Just a year ago on this page I was writing about Pope Benedict XVI’s elder brother Georg and how, while ostensibly discreet and loyal to his celebrated sibling, he contrived at the same time to make him look too old and bumbling for the leadership of the Roman Catholic Church. In a book, My Brother, the Pope, this old priest from Bavaria said that his younger brother had never wanted the job, was too physically frail for it, and found it a tremendous strain. Georg Ratzinger must now be feeling somewhat vindicated, but at the time he was ‘off message’, for the Vatican was insistent that the pope was on excellent form.

People in high office whose authority demands dignity are often embarrassed by their siblings, as several American presidents have found. And it is beginning to look as if Pope Francis I may have such a problem with his well-meaning sister, Maria Elena Bergoglio, who is 12 years his junior. Despite his age (76) and the fact that he has only one lung, she does not suggest that he isn’t fit enough to be pope. On the contrary, she has said he has ‘no physical limitations’. But then, as evidence of his vigour, she told the Daily Telegraph that he enjoyed dancing the tango. Well, really! She may have meant only in his youth before he embarked on a career in the priesthood; or so one must charitably assume, for it would be hard to imagine a more inappropriate activity for a pope.

The tango is an almost absurdly erotic dance, developed in the slums and brothels of Argentina before spreading like wildfire around the world. […]

However, it is clear that the Pope’s sister is right. In an interview published three years ago, the then Cardinal Bergoglio said of the tango, ‘I like it a lot. It’s something that comes from within me.’ He showed great knowledge of the tango’s history and of its most famous performers, especially mentioning Ada Falcón, an Argentine tango singer and actress of great wealth and celebrity who, 60 years before her death in 2002, suddenly gave up a life of luxury and romantic turbulence to live in seclusion in Buenos Aires. She would then only leave her house to attend Mass dressed entirely in black, apart from a white turban and white gloves. She later moved to an isolated convent in the country where she became a ‘tertiary nun’, a lay adherent of a religious order, and lived out her life as a pauper.

The Pope, of course, chose the name Francis in honour of St Francis of Assisi, whose life may be compared in some respects to that of Ada Falcón. They were both flamboyant lovers of luxury (St Francis a fan of the troubadours, perhaps the tango singers of his day) before they gave up everything to embrace poverty. The Pope himself was born poor and has said he wants the Catholic Church to be ‘a poor Church for the poor’. He has also said he chose the name Francis because St Francis represented poverty. So his love of the tango may be a symptom of his sympathy with the poor and with their pleasures. It certainly suggests that, for all his doctrinal orthodoxy, his condemnation of gay marriage and so on, he is no puritan, and he is not shockable.»

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You go, girl!

leonorsottomayor.jpg

A agricultora Leonor Sottomayor by herself:

«O investimento num negócio não deve ser ditado pela existência de um subsídio. Pelo contrário, o objectivo deverá ser investir numa cultura que seja rentável sem subsídio. […]

Para ser um “novo agricultor” é preciso ter muita paciência, ser bastante realista para que depois o projecto seja duradouro e não uma coisa fugaz. Para que dure mais do que os cinco anos exigidos pelo projecto de incentivo a primeira instalação. É importante não produzir coisas muito diferenciadas, pois é necessário considerar o escoamento e colocação do produto, ter atenção às margens, ao embalamento do produto. Tudo tem impacto no preço final… Como em qualquer negócio, penso que é necessário ser bastante realista.  O projecto tem que ser montado com cabeça e seriedade.»

Aqui.

 

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Crítica Cinéfila.

Cá estamos mais uma vez com a Extraordinária e Muito Aguardada Crítica Cinéfila!!!

E desta vez a escolha recaiu sobre Django Libertado (2012) de Quentin Tarantino com Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Don Jonhson e o próprio Quentin Tarantino entre outros…

http://www.imdb.com/title/tt1853728/

Este é daqueles filmes que claramente ou se adora ou se detesta!!! Para quem gosta de “Tarantino Style” (Jackie Brown, Pulp Fiction, Kill Bill, Sacanas sem Lei ou Sin City entre uma carrada de outros…) vai com certeza gostar muito de mais esta “alucinação” do realizador!!! Para quem não aprecia o estilo o melhor é mesmo escolher outro…

E basicamente então o que é que temos??? Temos uma Boa História (à qual poderia acrescer alguns pormenores), temos um “festival intenso” de tiros, sangue, buracos nos corpos, mais tiros, mais sangue e mais corpos esburacados, temos Excelentes Interpretações (Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio) e temos uma muitíssimo apropriada Banda Sonora (daquele estilo “psicadélico/hipnótico”) tão característica do Tarantino.

Ainda assim, se compararmos com outros filmes dele (Pulp Fiction ou Kill Bill (miseravelmente os Sacanas sem Lei AINDA não consegui ver…)) podemos certamente afirmar que este é um “Tarantino Light” ou um “Tarantino Comedido”. É uma alucinação fraquinha, vá…

Eu gostei muito. Surpreendeu-me agradavelmente a Banda Sonora (claramente apropriada e identificativa do “estilo”) e as interpretações. Quanto à História propriamente dita acho que poderia ter sido um bocadinho mais bem trabalhada…

Aspecto negativo (acho que tenho dito isto de praticamente TODOS os últimos filmes que tenho visto) só mesmo a duração: 170 minutos!!! CENTO E SETENTA MINUTOS DE FILME!!! SÃO QUASE 3 HORAS DE FILME!!!  Por amor de Deus!!! Mas será que de há uns tempos para cá os Realizadores começaram a ser pagos AO KILÓMETRO?!?!?!? Um exagero BRUTAL um filme (eu diria mesmo QUALQUER filme) com esta duração. (os tempos do África Minha, do Ben-Hur ou do E Tudo o Vento Levou já lá vão…).

Mais uma vez uma Boa Sugestão para uma ida ao cinema!!!

Até à próxima…

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Afinal burros eram eles

Estávamos sensivelmente há um ano atrás e toda a gente vivia inebriada com uma palavra que ganhava uma força nunca vista no nosso léxico gramatical: exportações.

Esta ia ser a solução de todos os nossos problemas e a expiação de todos os nossos pecados do passado, de todos os desequilíbrios que lenta e silenciosamente se vinham acumulando durante décadas.

Eu, qual homem de pouca fé, partilhava aqui um torcer de nariz que de tão pouco alinhado com a multidão geral me fazia pensar que o burro era eu, porque afinal devia ser o único a ter dificuldades em aceitar este dogma por demais evidente para tantas almas esclarecidas.

Uma das razões, que parecia evidente mas que parecia não interessar nada, era o facto da maioria das nossa exportações serem intra-comunitárias, o que nos tornava particularmente expostos ao risco do abrandamento económico na Europa. 1 ano e 2 meses depois, o INE mostro que afinal burros eram eles!

Não só fico triste de ter acertado na previsão, porque isso significa que estamos pior, como preferia ter acertado em 5 números e 2 estrelas numa qualquer 3ª ou 6ª Feira do ano que passou…

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Erros de raciocínio?

Vejo nas notícias dos últimos dias que o Primeiro Ministro se mantém firme na sua convicção que Portugal, para agradar aos seus credores internacionais, não tem margem para poder sequer sonhar com um desvio do rumo que tem vindo a ser tomado no seu plano de ajustamento. Nada que espante de alguém que há bem pouco tempo dizia que era necessário ir “além da Troika”.

Há contudo algumas falhas de raciocínio no meio disto tudo.

Dir-se-á que o caminho para a consolidação orçamental era inevitável e que em alguns domínios Portugal terá até apresentado resultados invejáveis aos olhos dos seus credores e parceiros Europeus, o que não é mentira.

Se de facto é verdade que quando se pediu ajuda externa não havia dinheiro para salários, então o caminho da Troika não era uma questão de escolha. Era uma questão de sobrevivência!

Por outro lado, é verdade que temos neste momento alguns sucessos para contar: estamos no caminho para, se tudo correr bem, atingir um défice corrente primário; o Estado já saiu do controlo de um conjunto de empresas em setores chave da economia abrindo o caminho aos investidores privados (EDP e REN por exemplo) e prepara-se para sair do controlo de outras (TAP e ANA); e a nossa balança comercial terá finalmente um excedente, algo que para nós é coisa inédita.

Visto deste prisma, até parece que o Governo tem razão: o que é necessário é o Estado deixar de intervir nos setores em que a sua participação não é vital, e levar a que a nossa recuperação passe pelos mercados externos e investidores internacionais. Fazendo isto, tudo acaba com um final feliz.

Há aqui é um pequeno conjunto de erros de raciocínio que se não forem emendados a tempo vão levar à morte do paciente. E quando se fizer a autópsia, o resultado vai ser surpreendente: sobredosagem do cocktail de medicamentos que supostamente ia curar a doença.

É que, apesar das premissas base do Governo estarem certas na teoria, a realidade é bocadinho mais complicada, pelo que aplicar a receita toda de uma vez pode dar asneira.

Começando pelas contas externas, aquele que tem sido o mito do nosso futuro crescimento. Como é óbvio, e falando numa linguagem de merceeiro, o resultado positivo resulta da diferença entre proveitos (exportações) e custos (importações), sendo que o principal contributo para a melhoria do resultado global foi a queda a pique dos custos (importações) fruto de uma contração da procura interna. Então, se esta melhoria global é mais o resultado de um empobrecimento generalizado do país do que propriamente da melhoria de performance externa das nossas empresas (que, diga-se em abono da verdade, tem acontecido em alguns setores e onde o calçado é bom exemplo), não vejo nenhum motivo para um Governo se regozijar pelo facto da sociedade que governa estar a empobrecer. Mas isso sou eu…

Poder-se-á dizer: ah… e tal… mas um excedente das contas externas é uma condição fundamental para o crescimento. A resposta é: mais-ou-menos. Se for para ficarmos como os chineses, com os índices de poluição que levam cidades inteiras a ficar com um ar irrespirável e fábricas como a Foxcon que têm suicídios dos trabalhadores por causa das más condições de trabalho, então que se lixem as contas externas. Se de repente os chineses são o modelo de desenvolvimento a seguir, porque têm crescido muito no passado recente, talvez valha a pena revisitar os rasgados elogios e perspetivas para os “Tigres Asiáticos” da década de 90 e ver o que realmente aconteceu. O crescimento dos chineses tem meia dúzia de anos e está ainda por demonstrar que aquele modelo de desenvolvimento é sustentável ou sequer desejável.

Quanto ao crescimento interno, se olharmos para anos recentes (de 2001 a 2006), vemos um período em que o crédito foi estupidamente fácil (e barato). Contudo, o crescimento médio anual da nossa economia foi irrisório.

Ora então se o nosso crescimento foi miserável numa altura em que o crédito era fácil, não me parece muito esperto estar a supor que uma economia constituída maioritariamente por PME’s cada vez mais desprovidas de liquidez e afundadas num mar de impostos e burocracias vá propriamente tornar-se numa locomotiva do crescimento numa altura em que, comparavelmente, o prémio das emissões de dívida disparou e em que o acesso ao crédito está barrado por imposição externa. Os bancos, ao contrário do que uma certa esquerda tenta fazer passar, estão praticamente proibidos de conceder crédito, essencialmente por causa metas de desalavancagem que se têm que atingir no final do próximo ano.

Poderão contra-argumentar os defensores das contas externas: ah.. e tal… mas essas restrições aplicam-se apenas aos agentes locais, pelo que se vierem agentes que se consigam financiar lá fora a preços mais baixos em bancos estrangeiros o problema fica resolvido.

Este raciocínio, mais uma vez, tem várias vicissitudes. Em primeiro lugar, os tais agentes que se conseguem financiar lá fora mais barato são eles próprios estrangeiros (porque os portugueses terão o mesmo prémio de risco cá dentro ou lá fora) e vender o país a granel não me parece ser a melhor solução estrutural para a economia. Mas, ainda que se discorde da opinião, o problema fundamental mantém-se: é que os estrangeiros, tendo várias opções de investimento em vários países, não se vêm plantar neste cantinho de impostos altos e onde tudo demora uma eternidade por causa da bur(r)ocracia vigente, a não ser que se lhes dê condições igualmente leoninas que “alguém” depois tem que pagar. Mais uma vez, para nós portugueses, não é garantido que o cenário melhore dramaticamente.

Resumindo, o problema fundamental é só um: o Governo quer ir por um caminho sem antes criar as condições para o percorrer, e a prova disso é estar-se a falar numa reforma do Estado com objetivos de milhares de milhões de Euros, quando fazia muito mais sentido estar a falar numa reforma do Estado que resultasse na efetiva redução dos custos de contexto para as empresas.

Podia-se, e devia-se, usar os pontos positivos angariados no trabalho feito até agora para se ganhar margem no ajustamento que nos tornasse um país mais atrativo para o aparecimento de novas empresas antes que a economia deite tudo a perder. É que sem elas não vai haver crescimento nem criação de emprego, seja com ou sem défice, seja com este Governo ou com outro qualquer.

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O mundo ao contrário

Nas últimas três semanas fui todos os dias ao meu facebook (a frequência anterior era aí de uma vez por mês), fiz likes freneticamente, partilhei, comentei, respondi a comentários e até conversei com duas grandes amigas do tempo da adolescência a quem havia perdido o rasto (algo incomum, já que continuo muito amiga e de amizade frequente com as grandes amigas da adolescência), enfim, fui uma pessoa normal do ano de dois mil e treze.

Dada a estranha alteração de comportamentos, se eu criar uma conta no twitter – supondo que em algum momento conseguirei perceber (e ter paciência para tentar perceber) quem diz o quê a quem no twitter – estão todos autorizados a temer pela saúde e pelo bem-estar das minhas crianças.

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Amor pelas tecnologias

ipad 2

O mais divertido de comprar um ipad (mini, para pesar pouco e ser mais barato) não é comprar o ipad, é comprar a capa para o ipad. A minha é ainda mais gira do que a da fotografia (mas já fugiu dos sites) e é, claro, roxa. (O mais difícil vai ser convencer os pequenos meliantes lá de casa a lavarem as mãos antes de me surrupiarem o ipad, não para não deixarem dedadas no ecrã, que isso não interessa nada, mas para que se mantenha a capa imaculada.)

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cha

Da Mariáge Fréres aconselho também o Oriental, que o chá preto aromatizado com jasmim é das melhores cominações jamais inventadas pela humanidade. Fora este Oriental e os chás de Natal aromatizados com especiarias (que sabe-se lá porquê criam em mim uma obsessão sazonal que esmorece com os primeiros anúncios da chegada da Primavera), nada se compara a um Darjeeling special finest tippy golden flowery orange pekoe, que será sempre de beber pelo menos um bule por dia.

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E, de repente, uma boa notícia

«Investigadores da Universidade de Johns Hopkins em Baltimore, EUA, anunciaram ontem a cura de um bebé que nasceu com o vírus da imunodeficiência humana (VIH).

A confirmar-se, este será o primeiro caso de um bebé a vencer a sida, depois de um adulto com leucemia também ter ficado curado ao receber, em 2007, um transplante de medula óssea de um doador geneticamente resistente ao VIH.

A bebé alegadamente curada nasceu prematuramente em 2010 no Mississipi, sul dos Estados Unidos, e com cerca de 30 horas de vida começou a ser submetida a um intenso tratamento com anti-retrovirais. A gravidez não foi acompanhada por um médico e a mãe, que terá transmitido o vírus ao bebé, desconhecia estar infetada pelo VIH.

Em vez de seguir o protocolo médico para estes casos, que passa pela administração de medicamentos como medida profilática, a pediatra que tratou a bebé, Hannah Gay, iniciou de imediato um coktail de três fármacos que levou a uma redução rápida do nível de vírus no organismo da criança.

Quando a criança tinha um mês, garante Hannah Gay, não se conseguiram detetar vírus e assim foi até aos 18 meses, altura em que a mãe deixou de aparecer com a bebé nas consultas.

Cinco meses depois, mãe e filha regressaram ao hospital, tendo a médica pedido novas análises. “Para minha surpresa, todos os testes continuavam a ser negatidos”, disse Hannah Gay. […]

Ainda que reconheça necessitar de mais provas de que o tratamento realizado pelo bebé do Mississipi terá os mesmos resultados noutros recém-nascidos, os investigadores acreditam agora que o VIH poderá ser curado noutras crianças.»

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A trip down Memory Lane

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Faz hoje 10 anos que, parecendo que não, tive a experiência mais perigosa de toda a minha vida. Estávamos de férias na Índia – país que de todo não recomendo para férias, por razões que dariam para vários posts e com as quais não vos incomodarei por agora – e decidimos ir de Delhi a Agra ver o Taj Mahal. Entre Delhi e Agra existe uma alegada auto-estrada e nós, confiantes no facto, pegámos num carro e num motorista do hotel e lá partimos pela alegada auto-estrada. Ora andar de carro nas estradas da Índia é pelo menos tão perigoso como fazer festinhas a uma serpente: na tal de auto-estrada (que, diga-se por fidelidade à verdade, tinha duas faixas para cada lado e até algo vagamente semelhante a uma portagem) havia a surpreender a condução, além das inevitáveis e decrépitas vacas, crianças a brincar na (auto-)estrada, passeantes a atravessar, (muitos) carros acidentados que permaneciam na faixa da alegada auto-estrada onde haviam tido o acidente, e todo o tipo de animais, incluindo elefantes e um urso; a condução do motorista era inegavelmente indiana (ziguezagues, alta velocidade, razias a qualquer outro carro ou aos ornamentos já referidos da auto-estrada, travagens bruscas, tentativa de passar em espaços demasiado estreitos,…); e, para apurar a forma de guiar do motorista que nos calhou, este alegremente informou-nos que havia passado a noite anterior em claro para ver o duelo de titãs Índia versus Paquistão do campeonato do mundo de críquete (salvo erro, na África do Sul) e que levou que passássemos as duas voltas da viagem a gritar-lhe ao ouvido ou a abanar-lhe o ombro para impedir que adormecesse e nos tornássemos em mais um carro acidentado a enferrujar no meio da auto-estrada.

Enfim, sobrevivemos, e este 2 de Março prevê-se mais calmo (mesmo com manifestações). Isto, claro, se exceptuarmos a tendência crescente da prole para criar caos e destruição, a ponto de transformarem uma viagem numa auto-estrada indiana numa experiência, afinal, suave.

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Sede Vacante

Capturar

Obrigado S.S. Bento XVI.

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Bufos

Através deste post do FMS chego a esta entrada no site da ASAE:

Capturar

O campo do queixoso/denunciante não é de preenchimento obrigatório. Entendo por vezes que uma denúncia se justifique, mas nunca anónima. Um organismo do estado promove a bufaria cobarde, a denúncia anónima é própria de bufos cobardes, e tenho asco a bufos cobardes.

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Já se aceitam apostas?

Os italianos são uns tipos com graça. Gostam de ser diferentes em tudo e apostam na diferenciação como forma de exclusividade.

Outrora, os alemães tentaram mandar neles e ordenaram que se colocassem componentes da Audi num Lamborghini para supostamente o fazer funcionar melhor. Diziam os alemães que era preciso aumentar coisas como fiabilidade e usabilidade, que estavam a prejudicar as vendas e a levar a marca à bancarrota, conceitos que para os italianos eram coisa de gente maluca. Aparentemente, para um consumidor alemão, o seu carro avariar no meio de uma montanha sem explicação em plena noite de inverno a nevar é uma calamidade. Para um italiano, o seu Lamborghini parar temporariamente (que é como eles chamavam a avariar) no meio dos Alpes, na mesma noite, com a mesma quantidade de neve, é uma inevitabilidade da vida que faz parte da personalidade própria do seu carro. A única coisa que tem interesse num Lamborghini é o motor e se os alemães estavam armados em picuinhas e queriam estar com mariquices na “tampa do motor” (que é como os italianos chamam ao resto do carro) para aumentar as vendas, então tudo bem… trocassem lá os botões do ar condicionado se isso os fazia mais contentes. Foi isso que aconteceu e a marca italiana começou a vender mais carros. Mais tarde, quando os alemães tiveram que dar ao R8 uma imagem de carro a sério e quiseram fazer uma versão “para homem de barba rija” bastou… meter lá dentro um V10 da Lamborghini! E assim se chegou a um equilíbrio.

Na política os italianos mantêm a sua particular maneira de ser e a história parece-se cada vez mais como a dos carros. A Itália era um país que vivia feliz e despreocupado, como a Lamborghini, sem as picuinhices de sustentabilidade da dívida e outras coisas que tal. Só que, tal como a Lamborghini, começou a passar um mau bocado. O problema é que, ao contrário da história dos carros, na política os alemães decidiram mexer no motor quando apontaram Mario Monti para gerir os italianos “à alemã”.

O problema foi que se esqueceram que os italianos mantiveram o direito ao voto e eles reagiram à sua maneira. Não só entregaram o Senado a “Il Cavaliere” como elegeram para 3ª força política o Tiririca lá do sítio. Poderia ser pior, porque do-mal-o-menos o eleito para Primeiro Ministro está comprometido com a austeridade, mas mesmo aí os italianos são diferentes e este defensor do cumprimento dos compromissos externos… é comunista (toma lá Jerónimo de Sousa)!

Por cá, eu começo a ter pena de Pedro Passos Coelho. Conseguiu enterrar-se a ele próprio (quando toda a gente pensava que, no pós-Sócrates, nem o Pato Donald podia fazer asneira), está a enterrar Cavaco Silva, e está cada dia mais perto de enterrar o PSD. Se ele pensava que mais dia menos dia ia conseguir respirar de alívio com boas notícias lá de fora, os italianos encarregaram-se de garantir que isso não acontece nos próximos tempos.

Com as coisas a correrem cá dentro como têm corrido, com as previsões a furar umas atrás das outras, isto para ele começa a ter tudo para correr mal. É que o PSD tem tradição de resolver rapidamente o problema dos que não alcançam resultados (que o digam Fernando Nogueira, Manuela Ferreira Leite, Marcelo Rebelo de Sousa ou o próprio Cavaco Silva, após perder para Jorge Sampaio) e com as provas eleitorais à porta vai ser cada vez mais difícil ter tempo para mostrar bons resultados nas urnas.

Alguém sabe se já há casas a aceitar apostas sobre o nome do próximo líder?

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And the Oscar (also) goes to…

Imperdoável injustiça não ter mensionado aquele que foi, do meu ponto de vista, uma das atribuições mais justas e merecidas das últimas (muitas) Cerimónias de Atribuição dos Óscares da Academia:

Melhor Canção Original: Adele (SkyFall). Esta miúda tem um vozeirão de arrepiar. A canção do mais recente 007 é extraordinária e, mais do que isso, absolutamente ajustada ao “Espírito James Bond”. É incrível como, aos primeiros acordes, já identificámos a música como sendo de um 007. E depois vem aquele vozeirão e ficamos completamente rendidos… Absolutamente justa e merecida a atribuição deste galardão!!!

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And the Oscar goes to…

Vamos lá então analisar a distribuição das principais estatuetas.

Melhor Filme: Argo. Muitíssimo bem atribuido. Embora ainda não tenha conseguido ver o Lincoln (principal concorrente) eu diria que o Argo é um belíssimo filme e justo vencedor.

Melhor Actor Principal: Daniel Day-Lewis (Lincoln). Ainda não vi (mas quero ver!!!). No entanto eu diria que jamais este prémio lhe podia escapar, era quase um vencedor pré-anunciado. O único verdadeiro concorrente seria o Hugh Jackman (Os Miseráveis).

Melhor Actriz Principal: Jennifer Lawrence (Guia para um Final Feliz). Aqui não concordo. Vi o filme, gostei do filme mas a interpretação não me parece (nem de perto nem de longe) merecedora dum Óscar. Por outro lado também não sei se teria concorrência à altura… Digamos que pode ser visto, generosamente, como um Prémio de Juventude.

Melhor Actor Secundário: Christoph Waltz (Django Libertado). Não vi o filme (ainda…) logo a única coisa que posso dizer é que tinha um concorrente “de peso” com a Magnífica Interpretação de Philip Seymour Hoffman (O Mentor).

Melhor Actriz Secundária: Anne Hathaway (Os Miseráveis). Era mais uma “vencedora antecipada”. Embora não tenha visto o filme (musicais não são os meus preferidos) a interpretação é, segundo a crítica, unanimemente extraordinária. Ainda assim fico com muita curiosidade para dar uma espreitadela à concorrente Helen Hunt (As Sessões).

Melhor Director: Ang Lee (A Vida de Pi). Boa escolha. O filme é simplesmente genial do ponto de vista da Direcção Artística. A não perder, sem dúvida!!!

Melhor Filme Estrangeiro: Amor (Áustria). Ainda não vi mas quero ver sem qualquer sombra para dúvidas. A crítica favoreceu-o sempre e parece ser, de novo, uma escolha justa para a entrega do prémio. Muitas vezes esta categoria trás-nos surpresas muito agradáveis…

E pronto, por este ano foi isto. No geral as escolhas parece-me claramente mais sensatas e razoáveis (ou se quiserem justas) que em várias das edições anteriores.

Para o ano há mais…

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Eu que nunca fui aos EUA…

… estou mesmo aqui a pensar se não tenho já uma justificação muito grande:

Tom Hanks, Broadway’s New Kid

 

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Crítica Cinéfila.

Depois de algum tempo arredado destas “lides” voltamos hoje com mais uma das habituais Críticas Cinéfilas. E desta vez o escolhido foi:

The Master – O Mentor (2012). Filme de Paul Thomas Anderson com Joaquin Phoenix, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Laura Dern entre muitos outros.

http://www.imdb.com/title/tt1560747/?ref_=sr_1

A história conta-se em meia dúzia de palavras: No regresso a casa depois do final da Guerra um (muitíssimo perturbado, nervoso e alcoólico) veterano da Marinha dos EUA deixa-se enredar (ludibriar ou enganar seriam adjectivos igualmente ajustados) pela “oratória cativante” do Líder de uma Seita então recentemente criada. Essa seita, que na altura era conhecida como “A Causa” veio a dar origem ao que hoje (eu diria pelas piores razões) é mundialmente conhecida como a “Igreja da Cientologia”.

E basicamente é apenas isto: Todo o filme sa baseia apenas no retratar e descrever do “processo” segundo o qual um qualquer indivíduo (bem falante, cativante) consegue moldar, retorcer e limitar a personalidade (já manifestamente perturbada e, por consequência, bastante vulnerável) de outro indivíduo.

O filme é, no mínimo, monótono. 150 minutos de duração são, sem qualquer dúvida, um exagero brutal (no máximo dos máximos 90 minutos chegariam para contar esta “história”…), basta dizer que ao longo do filme somos obrigados a ouvir (mais do que uma vez) o nosso “messias” a cantar uma espécie de “canção hipnótica” durante alguns (longuíssimos)… MINUTOS!!! Quanto à história, mesmo tendo em conta que se baseia em factos verídicos (e de algum interesse, no panorama actual de “avaliação” deste tipo de fenómenos religiosos), não deixa de ser completamente monótona e desinteressante…

Factos positivos são a interpretação ABSOLUTAMENTE BRILHANTE do Veterano de Guerra (Joaquin Phoenix) que se TRANSFIGURA (até mesmo do ponto de vista físico e de postura) COMPLETAMENTE para fazer este papel. É fácil acreditar em toda aquela perturbação e vulnerabilidade psicológica ao ver este desempenho!!! Quanto ao papel do Líder da Seita (Philip Seymour Hoffman) é igualmente uma interpretação BASTANTE ACIMA DA MÉDIA. Ele consegue (na perfeição) fazer transparecer aquele olhar “manipulador” e ao mesmo tempo “condescendente” e “paternalista” tão fundamental para quem tem como missão de vida MOLDAR a seu belo prazer a(s) vida(s) do(s) outro(s).

Mais uma vez são DUAS EXCELENTES INTERPRETAÇÕES que valem, per si, sem qualquer sombra para dúvidas, muito mais do que o próprio filme como um todo. Ainda assim, e porque eu gosto mesmo de cinema, diria que vale a pena ver!!!

(De registar apenas, como último apontamento, que o passar dos anos não tem sido muito “friendly” para a Laura Dern…).

E é assim, até à próxima…

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O céu está literalmente a cair-nos em cima da cebeça

Meteoro caiu na Rússia, Governo confirma 514 feridos.

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Guerra do leite

breastfeeding

Para os americanos – neste caso, as americanas – tudo é uma guerra, como se uma mulher decidir amamentar fosse uma crítica feroz às mães que não amamentam em vez de uma decisão sobre o que de melhor uma mãe pode fazer para a saúde (e, nos primeiros tempos de vida, felicidade) do seu bebé; ou como se uma mulher que decide não amamentar o faça para chamar criaturas anacrónicas às mães que amamentam. Isto é tudo um disparate, mas pelo menos nos Estados Unidos a informação circula, é escrutinada, está disponível para uma mãe escolher. Por cá nada se sabe, nos hospitais, centros de saúde, whatever, a informação aconselha difusamente a amamentação sem qualquer real ajuda concreta. A mim, que amamentei muito tempo os meus dois filhos (e adorei), valeu-me a internet, tanto para as informações que enformaram a minha decisão como para a resolução de situações concretas de fácil tratamento que podem ser dolorosas e fatais para a decisão de continuar a amamentar se nada for feito. (Porque a informação que o meu obstetra me deu – ‘as mães e os bebés sabem naturalmente amamentar’ – é, enfim, treta).

Numa altura em que se fala de prevenção de doenças para garantir a sustentabilidade financeira do SNS – aparentemente o único fim que interessa a este nosso governo – talvez fosse bom começar uma grande campanha de promoção da amamentação nas maternidades portuguesas. Assim as variáveis que interessam a este nosso governo poderiam ter evolução positiva: menos custos tratando doenças de recém-nascidos evitáveis com a amamentação, fornecendo gratuitamente leite em fórmula a famílias sem recursos para os pagar e por aí adiante.

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Os números de 2012

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um excerto:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 19.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 4 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

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Plano B político do governo: bloco central com Costa?

Por esta é que eu não esperava: que Pacheco Pereira, o astuto e hábil analista político, também fosse um mentor (ou, pelo menos, avalista) da candidatura de Costa à liderança do PS. Veja-se o oportunismo destas personagens, de sorrisos conciliatórios e palmadinhas nas costas, subitamente todas em consenso: Costa pode aproveitar agora para subir ao poder e liderar a oposição. O sistema tem, de facto, uma incrível capacidade de adaptação e de sobrevivência e está a reorganizar-se de novo: por alguma razão, Seguro tornou-se incómodo. Isto tudo soa a um plano B para o caso do CDS romper a coligação. Fica a lógica do bloco central? Apenas na análise sobre a tal ida aos mercados e à depressão da Europa Pacheco Pereira revela a argúcia de sempre.

TPC: destacar no discurso dos intervenientes os argumentos sem fundamento e sem uma lógica prática, as claras intenções de manipular a opinião pública e as falsas esperanças relativamente à estabilidade do euro.

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All quiet on the western front

Agora que o País voltou aos mercados de dívida de médio e longo prazo (eia! eia!) e o governo de Gaspar conseguiu colocar o défice de 2012 abaixo dos 5% (ena! ena!), o FCP ganhou o jogo que tinha em atraso e ocupa o lugar cimeiro da tabela, o Jackson bisa e lidera os artilheiros, agora imaginem lá o que seria se o James não estivesse lesionado… e o Liedson aí à porta!

Adoro quando tudo parece bater certo.

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Doping e impossibilidades…

Todos assistimos, no final da semana passada, a um Lance Armstrong envergonhado a confessar na televisão que, afinal, toda a sua carreira era uma gigantesca mentira. A dizer que tinha usado e abusado do doping e mais, a dizer (textualmente) que “…era IMPOSSÍVEL ter ganho por sete vezes o Tour de France sem ter recorrido ao doping…”. Na essência tudo isto é apenas triste mas, admito, que esta confissão me acrescentou uma certa paz de espírito. A verdade é que finalmente percebi que uma coisa que (à época) me parecia impossível era, de facto… IMPOSSÍVEL.

Agora pergunto-me: Alguma vez iremos ver um José Sócrates a confessar que a única razão pela qual está agora a viver “à grande e à francesa” em Paris, a estudar Filosofia e a fazer-se de vítima com o nosso dinheiro (depois de ter assinado tantas PPP’s, distribuido tantos RSI’s e produzido tantos Magalhães) é porque… Andava metido no doping???

Será que iremos assistir a uma Fátima Felgueiras a explicar que só conseguiu fugir para o Brasil, depois regressar e ainda voltar a ser eleita (depois de tudo o que por cá fez) porque andava a recorrer a tranfusões de sangue “vitaminado”???

Será que o Vale e Azevedo nos vai confessar que viveu num dos bairros mais chiques de Londres (sem pagar renda) durante vários anos, depois de ter aldrabado e vigarizado metade dos portugueses porque tomou estéroides???

Será que o Padre Frederico nos vai explicar que está neste momento em plena Praia de Copacabana, bebendo uma àgua-de-coco e deitando o olho aos famosos “Meninos do Rio” (depois de ter violado e assassinado uma criança em Portugal) porque andou a recorrer a corticóides???

Iremos ver, no futuro, Pedro Passos Coelho a dizer que foi reeleito depois de ter decidido enterrar mais uns bons milhões no BANIF (apenas porque a viúva do Horácio Roque não se entende com a filha no que toca à “divisão do espólio”) porque andava a consumir anabolizantes???

Talvez um dos símios que actualmente habita a Casa dos Segredos da TVI venha justificar que apenas se sente no direito de invadir o nosso prime-time diário porque chuta para a veia uma qualquer substância dopante…

Se alguma destas revelações se concretizar no futuro eu voltarei a recuperar, mais uma vez, alguma da minha tão preciosa paz de espírito. É que vai ser muito bom perceber que algumas das coisas que agora me parecem impossíveis, são, de facto… IMPOSSÍVEIS.

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Castas, no Diário Económico

O meu texto de hoje no Diário Económico:

Castas

Disse em 2012 o Tribunal Constitucional que a falta de equidade entre funcionários do Estado e funcionários do sector privado é inconstitucional. Algo curioso, visto que o TC conviveu pacificamente anos a fio com várias inconstitucionalidades evidentes nas várias regalias à disposição dos funcionários públicos que estão vedadas aos comuns mortais das empresas privadas.

Uma desigualdade óbvia: o subsistema de Saúde da ADSE da maioria dos funcionários públicos, pensionistas e familiares, que permite escolher livremente o prestador de cuidados de Saúde com reembolso ou comparticipação da ADSE. Fora do oásis estatal, os meros mortais têm o SNS e os mais afortunados compram um seguro de Saúde. Ao contrário do tão repetido, a ADSE não vive só dos descontos mensais dos funcionários públicos e pensionistas.

Em 2012 as despesas directas totais com a ADSE foram cerca de 500M€ (quase 1000M€ em 2009); os descontos dos funcionários públicos totalizaram menos de metade; a fatia de leão pagou o contribuinte. Extinguir a ADSE é necessário por todas as razões. No momento em que não se pode mais fugir da urgência de reduzir a despesa pública, manter um sistema de saúde para poucos (1,3 milhões) em que a maior parte do financiamento vem dos contribuintes é indefensável. Mais importantes são as razões de moral e de justiça.

É injusto e imoral um contribuinte, que só conta com um SNS em emagrecimento, ter de sustentar um sistema de Saúde de elite ao qual não tem acesso. Assim tão simples. Curiosamente, argumentos favoráveis à extinção da ADSE vêm até do PS. O coordenador da área da Saúde considera-a “acabar com a injustiça”.

O resto está aqui.

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Façam as vossas Apostas!!!…

Será que neste “mundo dos blogs” é permitido pedir a colaboração dos leitores???

No link abaixo estão todos os recém-nomeados para os Óscares 2013, a serem entregues já no próximo mês de Março:

http://splitscreen-blog.blogspot.pt/2013/01/oscares-2013-os-nomeados.html

E que tal a malta manifestar-se e dizer de sua justiça (para as categorias principais, claro) quais os seus favoritos à vitória na próxima edição de entrega dos Óscares da Academia???

Eu gostava muito de ouvir (ler) as vossas opiniões. Toca a manifestarem-se!!!

Até lá…

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2013

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Crítica Cinéfila.

Desta vez com uns (vários) dias de atraso, contudo plenamente justificados pelas mini-férias natalícias que entretanto existiram, cá fica mais uma Crítica Cinéfila.

E desta vez o escolhido foi: A Vida de Pi (Life of Pi, 2012).

http://www.imdb.com/title/tt0454876/

A história é fácil (ou então não…) de resumir: Um navio de passageiros em plena rota transatlântica sofre um naufrágio. A questão é que o dito navio, para além de transportar pessoas, transporta também animais que vão ser vendidos num outro Continente depois do Zoo onde sempre habitaram (na Índia) ter fechado portas. O filme relata, basicamente, a convivência (??) durante intermináveis dias, num dos botes salva-vidas à deriva no oceano, entre um dos náufragos (o nosso protagonista) e um (magnífico) Tigre de Bengala adulto…

OK, dito assim parece ser apenas… Estúpido!!! Mas não é. O filme é muito mais do que isto…

O filme é, principalmente, um Relato de Fé. É também uma metáfora à Religião (às Religiões), a Deus (aos Deuses) e à maneira como cada um consegue interpretar e relacionar-se com a(s) Divindade(s). Mas na essência eu (pelo menos) acho que este filme é simplesmente um Relato de Fé.

E esse Relato de Fé fica absolutamente claro enquanto se assiste, ao longo do filme, às “intensas e delicadas negociações” entre os dois protagonistas com vista a decidir a divisão “possível” do espaço disponível para os dois entre o bote salva-vidas e o seu “atrelado” durante os dias de deriva. Se alguém pensava, até hoje, que era impossível negociar “racionalmente” com um Tigre de Bengala, estava enganado. A negociação é possível!!! (mas é preciso ter a tal Fé…).

De resto dizer apenas que a Fotografia é absolutamente divinal!!! Duas sequências de cenas absolutamente magníficas: A do afundar do navio depois do naufrágio e, mais tarde, a do “ataque” dos peixes-voadores já durante os dias de deriva (que literalmente parece que queriam acertar na testa dos espectadores!!!). É claro que ter visto este filme em versão 3D potenciou brutalmente a espectacularidade destes efeitos fotográficos…

De realçar pela negativa apenas (e só para os mais “básicos” como eu nestas lides das Religiões/Fé(s)/Divindades) o excesso de metáforas, algumas de significado demasiado dúbio… Uma ilha que durante o dia é paradisíaca e durante a noite devora pessoas, deixando-lhes apenas os dentes, parece-me um bocadinho rebuscado demais…

No entanto, sem qualquer sombra de dúvidas a não perder, principalmente para quem gosta de uma fotografia sublime e de uns belíssimos efeitos especiais!!

E é claro que esta Crítica Cinéfila, em particular, não poderia deixar de vir acompanhada dos meus Votos de um MAGNÍFICO ANO DE 2013 PARA TODOS!!! Que este seja, para todos, um ano essencialmente cheio de… TUDO!!!

BOM ANO DE 2013!!!

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Bicos de Bunsen 2012 Figura Nacional do Ano: Vítor Gaspar e Artur Baptista da Silva

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Atrasado e com as mais humildes desculpas aos clientes aqui da casa por não ter publicado ontem a bula que me cabia, o BB 2012 para a Figura Nacional do Ano foi atribuído a duas figuras que são todo um monumento: Vítor Gaspar (que em muitos lares nacionais provocou o desfazer da tríade de reis magos nos presépios) e Artur Baptista da Silva.

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Pedro Passos Coelho afirmou há uns dias que Vítor Gaspar era o número dois do governo e Paulo Portas o terceiro, redundando que era ele Pedro Passos Coelho quem tinha a última palavra sobre todos os assuntos. Errado. Desde a tomada de posse do atual elenco se percebeu que o homem de força que tudo decide e manobra, por incumbência dos nossos credores, é Vítor Gaspar, educado nas mais altas instâncias internacionais financeiras. Sobre ele se depositaram as mais fortes esperanças de muitos – eu incluído – de que era desta. Era desta que Portugal mudava de rumo, reformando o Estado sugador de riqueza e aprendendo a viver com o que tem. Era desta que a parasitagem dos so called liberais cujos egos e empresas só sabem viver na sombra do Estado munificiente se arredavam  – ou melhor, eram arredados – em prol de um sistema realmente distributivo. Enfim, depois do bater no fundo com a culminação de José Sócrates, melhores dias viriam, mesmo assumindo e aceitando que todos ficaríamos mais pobres.

O ano que finda, de tudo o que se esperava, deu-nos apenas as nove últimas palavras da última linha do parágrafo anterior. Tudo o resto, até agora (ainda retenho uma réstia de esperança que um momento de inflexão se avizinhe), falhou clamorosamente. Nem sequer a mensagem passou. E este falhanço tem uma cara, um rosto. É de todos nós enquanto portugueses, mas é especialmente do homem do leme que, ao contrário daquele que fazia a vontade de El-Rei D. João Segundo, ninguém já consegue perceber por quem nem por onde vai.

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O segundo nomeado do ano, Artur Baptista da Silva, é também um rosto de uma realidade: o jornalismo nacional é uma anedota. Basta ler isto. Está lá tudo, mesmo que nos comovamos com falhanços profissionais inadmissíveis ao fim de 32 anos de jornalismo.

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Bicos de Bunsen 2012 Acontecimento Nacional do Ano: a manifestação de 15 de Setembro

Escolhi para Acontecimento Nacional do Ano 2012 um fenómeno sociológico que entretanto foi convenientemente esquecido, pelas razões que adiantarei e por outras que os amáveis clientes desta Farmácia poderão adiantar em TPC: a manifestação de 15 de Setembro.

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É verdade que já tínhamos assistido a uma manifestação semelhante em 12 de Março de 2011, a da “geração à rasca”. Semelhante pela própria convocação pelas redes sociais, e semelhante por ter conseguido reunir famílias inteiras nas ruas de Lisboa. Mas na de 15 de Setembro surgiu uma nova característica: o motivo era um objectivo comum e todos eram chamados a participar. Esta universalidade da manifestação só se tinha visto realmente em 74, no 1º de Maio. Mas com uma diferença: desta vez não existia polarização política, podendo mesmo ser considerada pós-partidária.

As ruas das cidades do país encheram-se de pessoas comuns, de todas as idades e profissões. Numa originalidade muito portuguesa, a maioria sorri quando fotografada ou filmada. Todos avançam com as suas mensagens como se se reunissem num dia de festa. Esse encontro do grande grupo com uma preocupação comum dá-lhes ânimo, um conforto temporário.

manifestação «Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!»

A mobilização destas manifestações já não partiu da usual organização do sistema partidário, mas do cidadão enquanto cidadão, seja qual for a sua cultura de base, profissão, idade. A sua mobilização fugiu, assim, ao controle do sistema partidário. É essa a importância da manifestação de 15 de Setembro: é a primeira vez que se forma um espaço-tempo dos cidadãos, em que se pode ouvir a sua voz, saber a sua posição, perceber a sua recusa em continuar num caminho de destruição das suas vidas. É a primeira vez que se verifica a definição da fronteira do território dos cidadãos, a marcação desse território.

Por isso muitos tentaram reduzir o 15 de Setembro a uma reacção à TSU. A meu ver, é uma perspectiva redutora. A TSU pode ter dado o impulso final, mas os objectivos comuns eram vários e tendencialmente universais: uma opinião desfavorável relativamente à intervenção da troika, discordância do caminho dos cortes escolhido pelo governo e que afectam sempre os mesmos grupos, a ausência de perspectivas futuras para os mais jovens.

O sistema partidário treme com estas manifestações. Em primeiro lugar, procuram compreender o fenómeno, depois procuram identificar os seus promotores. Não percebem que o pormenor menos importante está em quem promove, mas nos motivos que levam pessoas que nunca se manifestam a ir para a rua com a família. O sistema partidário quer acima de tudo evitar perder a legitimidade da representação que lhes confere o poder. Estes fenómenos pós-partidários assusta-os. Temem que destas manifestações surjam movimentos cívicos a reclamar espaço e poder político.

Os próprios sindicatos não gostam de perder o controle destas “formas de luta”, a razão da sua existência. A sua lógica cultural é muito semelhante à dos partidos, é corporativa, territorial. Por isso vimos, na sequência desta manifestação, a marcação de outras, com palavras de ordem e apelos a greves. E tudo volta ao normal.

15 de Setembro foi especial porque foi um segundo ensaio da cidadania responsável e a sua percepção da realidade. Se todos quiserem, também pode ser o primeiro passo para construir, em conjunto, um outro caminho que inclua uma cultura democrática: gestão responsável, compromissos com os cidadãos, economia saudável e equilíbrio social.

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Bicos de Bunsen 2012 Acontecimento do Ano: Nomeação de Xi Jinping para Presidente do Partido Comunista Chinês

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Muito mais interessante do que a previsível reeleição de Obama (que tremeu apenas frente a um furacão e a uma medíocre prestação num debate televisisvo) foi a nomeação da década para presidente do PC Chinês – e nomeação nos próximos meses para presidente da China – de Xi Jinping. Afinal esta nomeação envolveu matéria de romance: Bo Xilai, um filho de um alto quadro chinês (grupo de elite na China, que sempre viveu rodeado de riqueza e privilégio graças às proezas revolucionárias dos pais) e político-estrela por direito próprio, que se murmurava poder suceder a Hu Jintao, foi envolvido num escândalo de corrupção e sexo que ditaram a sua expulsão do PCC e sabe-se lá mais o quê; a mulher de Bo foi condenada pela morte de um jornalista; investigações foram reveladas e censuradas na China sobre as fortunas colossais que a elite política comunista chines foi acumulando para as suas famílias, fazendo uso precisamente das suas ligações políticas (e lá se vai a convicção de que uma sociedade comunista cria um novo tipo de homem, inteiramente virado para o colectivo e totalmente desinteressado de si próprio – isto, claro, se a aristocracia estalinista ou a vida luxuosa de Mao Zedong e troupe não tivessem já desfeito tal ideia).

O mais acisado que se pode dizer de Xi e do futuro da nova liderança chinesa é não dizer nada. Os líderes do PCC e da China são como os Papas: nunca se sabe o que de lá vai sair. Em todo o caso há indícios e vários exegetas, entre os quais me vou incluir, lêem linhas de orientação em qualquer movimento. Há quem leia sinais de maior abertura a uma economia de mercado numa viagem a Shenzhen, local emblemático das reformas económicas de Deng Xiaoping e onde este também viajou em 1992. O weibo dá-lhe o benefício da dúvida pela informalidade e vontade de reduzir a pompa (imperial) em que os presidentes chineses sempre viveram (again: os comunistas são de matéria igual a qualquer gestor de um hedge fund). Ninguém dá por certa a vontade de combater a corrupção da nova equipa dirigente do PCC; toda a gente espera para ver se algo se segue às prisões iniciais. Eu, por mim, vejo o afastamento de Bo Xilai como a recusa pelo PCC da linha política que representava: o saudosismo maoísta, a emergência da nova-esquerda, a defesa de uma maior estatização. O que é um excelente sinal, a acrescentar aos discursos favoráveis à economia de mercado de Xi Jinping.

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