A vida prática

Enquanto os políticos a quem entregámos a gestão da nossa vida colectiva andam a fingir que tratam das coisas verdadeiramente essenciais do país e dos seus cidadãos, talvez seja altura de nos virarmos para as questões práticas da vida. A vida prática. A vida quotidiana. Do orçamento esticadinho. Das contas para pagar. Das dores de cabeça. Do futuro incerto.

Sim, enquanto financiamos (impostos e mais impostos) uma organização estatal, empresas públicas e gestores públicos de duvidosa competência e políticos que se revelam incapazes da gestão colectiva, em resumo, enquanto financiamos a manutenção do sistema e a sua cultura corporativa, olhemos para a nossa vida prática e comecemos a organizar as nossas vidas de forma a prever e prevenir a selva que nos estão a preparar e, se possível, atenuar os efeitos perversos dessa decadência garantida.

Sim, enquanto procuramos o caminho no meio do caos da desorientação moral em que vale tudo, prensar, esmifrar, escravizar, esfolar, estejamos atentos ao que realmente se passa, sem nos deixarmos embalar na mentira fabricada da ficção política, e encaremos a nossa vida prática como um desafio em que estamos entregues a nós próprios e à nossa capacidade de sobrevivência. Se nos quisermos manter autónomos e responsáveis pelas decisões fundamentais  da nossa vida, teremos de aprender a lidar de forma adequada e preventiva com a selva a que nos estão a conduzir. Prever e prevenir se possível, agir para atenuar as consequências nefastas da cultura corporativa, tentando colaborar à nossa dimensão na protecção dos esquecidos, os mais frágeis e vulneráveis.

Este é o primeiro post de uma nova série, A vida prática, à semelhança de outra série, Os 7 pecados mortais, mas desta vez dirigida directamente para a sociedade civil, ainda pouco organizada e consciente do seu papel, mas que ainda assim, já demonstrou que nas alturas sensíveis é capaz de se organizar. Conto com a colaboração dos Viajantes que por aqui passarem pela Farmácia, pois a vida prática inclui muitas áreas desde a gestão do orçamento familiar à saúde física e mental (glup!) Mas a verdade é que me sinto inspirada pelas pessoas que mais admiro: pessoas simples na sua natureza mas muitíssimo inteligentes na sua vida prática. Pessoas que além de se manter autónomas ainda arranjam tempo para ajudar outros à sua volta. Pessoas que respeitam o seu próximo. Pessoas que não utilizam o seu poder e influência para prejudicar o seu semelhante. Pessoas que não perdem tempo com frivolidades. São essas pessoas que me inspiram. Até breve, pois.

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2 respostas a A vida prática

  1. André A. Correia diz:

    Cá esperamos 🙂

  2. agfernandes diz:

    Obrigada pelo incentivo, André!

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