Crítica Cinéfila.

Depois de algum tempo arredado destas “lides” voltamos hoje com mais uma das habituais Críticas Cinéfilas. E desta vez o escolhido foi:

The Master – O Mentor (2012). Filme de Paul Thomas Anderson com Joaquin Phoenix, Philip Seymour Hoffman, Amy Adams e Laura Dern entre muitos outros.

http://www.imdb.com/title/tt1560747/?ref_=sr_1

A história conta-se em meia dúzia de palavras: No regresso a casa depois do final da Guerra um (muitíssimo perturbado, nervoso e alcoólico) veterano da Marinha dos EUA deixa-se enredar (ludibriar ou enganar seriam adjectivos igualmente ajustados) pela “oratória cativante” do Líder de uma Seita então recentemente criada. Essa seita, que na altura era conhecida como “A Causa” veio a dar origem ao que hoje (eu diria pelas piores razões) é mundialmente conhecida como a “Igreja da Cientologia”.

E basicamente é apenas isto: Todo o filme sa baseia apenas no retratar e descrever do “processo” segundo o qual um qualquer indivíduo (bem falante, cativante) consegue moldar, retorcer e limitar a personalidade (já manifestamente perturbada e, por consequência, bastante vulnerável) de outro indivíduo.

O filme é, no mínimo, monótono. 150 minutos de duração são, sem qualquer dúvida, um exagero brutal (no máximo dos máximos 90 minutos chegariam para contar esta “história”…), basta dizer que ao longo do filme somos obrigados a ouvir (mais do que uma vez) o nosso “messias” a cantar uma espécie de “canção hipnótica” durante alguns (longuíssimos)… MINUTOS!!! Quanto à história, mesmo tendo em conta que se baseia em factos verídicos (e de algum interesse, no panorama actual de “avaliação” deste tipo de fenómenos religiosos), não deixa de ser completamente monótona e desinteressante…

Factos positivos são a interpretação ABSOLUTAMENTE BRILHANTE do Veterano de Guerra (Joaquin Phoenix) que se TRANSFIGURA (até mesmo do ponto de vista físico e de postura) COMPLETAMENTE para fazer este papel. É fácil acreditar em toda aquela perturbação e vulnerabilidade psicológica ao ver este desempenho!!! Quanto ao papel do Líder da Seita (Philip Seymour Hoffman) é igualmente uma interpretação BASTANTE ACIMA DA MÉDIA. Ele consegue (na perfeição) fazer transparecer aquele olhar “manipulador” e ao mesmo tempo “condescendente” e “paternalista” tão fundamental para quem tem como missão de vida MOLDAR a seu belo prazer a(s) vida(s) do(s) outro(s).

Mais uma vez são DUAS EXCELENTES INTERPRETAÇÕES que valem, per si, sem qualquer sombra para dúvidas, muito mais do que o próprio filme como um todo. Ainda assim, e porque eu gosto mesmo de cinema, diria que vale a pena ver!!!

(De registar apenas, como último apontamento, que o passar dos anos não tem sido muito “friendly” para a Laura Dern…).

E é assim, até à próxima…

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