Um banho de realidade, se o quiserem aproveitar

Perante um discurso do Presidente da República com esta parte tão pouco subtil

“Não escondo que vivemos tempos difíceis. Os Portugueses sabem-no, porque vivem essas dificuldades no seu dia-a-dia.

Muitas famílias têm dificuldade em pagar os empréstimos que contraíram para comprar as suas casas.

Há idosos para quem a reforma mal chega para as despesas essenciais.

Há jovens que buscam ansiosamente o seu primeiro emprego.

Há homens e mulheres que perderam os seus postos de trabalho.

Nascem novas formas de pobreza e exclusão social e, em paralelo, emergem chocantes disparidades de rendimentos.

O que é vivido pelos cidadãos não pode ser iludido pelos agentes políticos.

Quando a realidade se impõe como uma evidência, não há forma de a contornar.

Portugal tem registado fracos índices de crescimento económico. Afastámo-nos dos níveis de prosperidade e de bem-estar dos nossos parceiros europeus. Ainda não invertemos a insustentável tendência do endividamento externo.

Persistem profundas disparidades entre as diferentes regiões.

A situação internacional, por outro lado, não é favorável.

Ao elevado preço do petróleo e dos produtos alimentares alia-se o aumento das taxas de juro.

A ineficiência da regulação e da supervisão dos mercados financeiros, que recentemente emergiu nos EUA, e a dimensão da crise que lhe está associada são fonte de grandes preocupações à escala global.

As economias dos países europeus, nossos principais parceiros comerciais, registam um claro abrandamento.”

nas comemorações do 5 de Outubro, o nosso Primeiro-Ministro, que claramente tem em Cândido o seu herói e se considera sempre no melhor dos mundos, reaje da seguinte forma:

Imune às críticas, o primeiro-ministro, José Sócrates, sublinhava, no final da cerimónia nos Paços do Concelho, a “consonância perfeita” entre o discurso do Presidente da República e o Governo, sobretudo no apelo à mobilização dos portugueses para enfrentarem as dificuldades.“Gostei muito do discurso do senhor Presidente da República, em particular do apelo que fez à mobilização dos portugueses para terem energia e ambição no sentido de que sejam enfrentadas as dificuldades”, afirmou Sócrates. “Como aliás tenho sempre dito. As dificuldades do presente resolvem-se com acção, com vontade e com ambição e não com um baixar de braços.”

Já às prioridades de actuação política defendidas por Cavaco Silva, o primeiro-ministro responde com a estabilidade das contas públicas e as medidas sociais tomadas pelo Governo. “Há três anos atrás Portugal tinha uma gravíssima situação financeira, mas agora já não temos esse problema. Portugal tem as contas públicas em ordem e isso é um património do país que devemos sublinhar e manter”, defendeu. E optou por sublinhar os resultados “muito importantes” das medidas tomadas pelo Governo no combate à pobreza.

“Nestes últimos três anos, saíram da pobreza mais de 130 mil idosos. O Governo não só fez como está a fazer tudo para tirar mais pessoas da situação de pobreza”, reivindicou, enumerando medidas como o complemento solidário para idosos, o aumento dos abonos de família e o complemento pré-natal.”, no

Público.Público.

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