Gostei…

… de ler esta opinião do António Balbino Caldeira no Do Portugal Profundo. Sendo uma decisão que compete exclusivamente ao Santo Padre, é por vezes importante pensar e reflectir nos desafios que se prendem com a próxima resignação canónica por limite de idade do Sr. D. José Policarpo, Patriarca de Lisboa.

Esta entrada foi publicada em Analgésicos. ligação permanente.

5 respostas a Gostei…

  1. agfernandes diz:

    André
    Ups!, lá voltei a editar um post em cima de um dos colegas farmacêuticos! Tinha passado por aqui e ainda não estava editado este seu post tão oportuno! Vou já linká-lo, sem cerimónias, n’ “O Valor das Ideias”.
    Li atentamente a opinião do António Balbino Caldeira. Concordo com o essencial. Sempre gostei do actual Patriarca que considero ter um perfil de coerência e consistência. Aliás, baseio muito a minha análise de perfis psicológicos num item muito pouco científico (?) mas que me tem sido muito útil: a voz, o discurso, a atitude. Há em D. José Policarpo a sinceridade e a autenticidade fundamentais para a convicção de valores intemporais da Igreja. Há ali uma bússula que não se desvia. Daí esta preocupação legítima: o que será da Igreja portuguesa, da sua autonomia relativa? Que tem contado sobretudo como discurso e a atitude do actual Patriarca?

    A minha opinião sobre Manuel Clemente ainda não é muito consistente, mas não seria a minha escolha, “sorry”… Demasiado mediatismo não condiz com o lugar que se quer mais sóbrio, mais retirado da “cidade dos homens”. Demasiada visibilidade não condiz com a humildade de um cargo tão delicado e que exige uma “dignidade aristocrática” (da alma, entenda-se).
    Mas eu sou suspeita, os meus Papas preferidos foram João XXIII e Paulo VI, e agora Bento XVI, contrariamente à maioria que preferiu João Paulo II…
    Um perfil para Patriarca, apenas como exemplo? Talvez mais um D. Carlos Azevedo, alguém assim…
    Ana

  2. ventilan diz:

    Ana,

    Ao linkar o post fi-lo não por concordância ou discordância com o nome do Sr. D. Manuel Clemente, porque não consigo (aliás, não me atrevo) ligar pessoas a um cargo desta estatura. Interessou-me apenas a reflexão que foi feita, embora não concordando com tudo o que o autor escreve, pois nestas coisas temos sempre vontades e opiniões que nos são muito próprias.

    Beijinho.

  3. agfernandes diz:

    André
    Ups, tem toda a razão, precipitei-me.
    D. Manuel Clemente é uma sugestão personalizada do autor do texto que destacou, não sua.
    Mas não resisti…
    É certo que a escolha pode não contemplar sequer o perfil psicológico, mas outros parâmetros que nos são inacessíveis…

  4. António diz:

    Caro Analgésicos

    Grato pela referência. Comento aqui, e não escrevo no meu blogue agora, para não desviar a atenção da mensagem para o mensageiro. É uma táctica que comigo nunca resulta e não lhes darei a trela com que costumam andar aperreados, enquanto convivem, trocam informação e combinam acções, com as «operações negras» da «malta da pesada» (o compagnon Luís Novaes Tito é que preveniu do seu perigo…). O poder não é o resultado ocasional e aleatório do bater de asas das borboletas na China, mas de um sistema à Putin que aqui vigora, mais suave (não matam). A ingenuidade e falta de cuidado das forças adversas é que leva, além desses processos ditatoriais, à manutenção do sistema iníquo.

    Se me permite, copio e adapto para aqui um comentário que deixei n’O Valor das Ideias.

    Este assunto da sucessão no Patriarcado de Lisboa era tabu. E porque era, e é, tabu? Para que nos bastidores se consiga influenciar a escolha mais favorável ao poder.

    Gosto de factos. Factos, factos, factos – como costumo dizer, desde «O Dossiê Sócrates». Não escrevo de cor. E, por isso, é que a tampa da panela de pressão saltou. Se se tratasse de um conjunto de rumores, de silogismos ilógicos baseadas em premissas irreais, em vez dos factos subjacentes, e se atirasse ao lado do alvo, se não tocasse no ponto crítico para desatar o nó górdio, nada se veria dos insultos socialistas orquestrados e da habitual campanha «ad hominem». Por isso, porque se tocou num dos pilares do seu sistema de poder, correu o que é comum e como dizia um poeta-publicitário: «primeiro estranha-se, depois entranha-se». E a parte das entranhas, quando se compreende pelas vísceras a natureza do mal, é que lhes dói.

    Por isso, além da sua impressão, deve atender-se aos factos nas questões delicadas e correlacioná-los. Veja quem disse o quê e fez o quê, a favor e contra quem, quando, os silêncios ensurdecedores e as indignações artificiais barulhentas. Compare-se com o passado, compare-se com outros países, verifique-se a agenda radical e anti-clerical do Governo (aborto, divórcio na hora, pré-eutanásia, correr com os padres de hospitais e prisões, casamento homossexual, as manobras sobre a adopção de solteiros casados e a filiação de filhos sem pai ou sem mãe). Além da proximidade política e do apoio semi-público (e denunciado). Pesquise-se. E, da posse dos factos, os tais com que não adianta protestar, pois não tem culpa, conclua-se. Assim se chega à verdade. Que pode doer, mas salva.

    Fico disponível para explicar melhor por outro meio.

  5. António diz:

    Caro Ventilan

    Mas isto digo eu, que sou católico, apostólico, romano, pró-Concílio Vaticano II, insuspeito de integrista, ou de tradicionalista, ou sequer de Opus Dei, Comunhão e Libertação, etc, etc., ou extremismo religoso ou político…

    O resto da campanha «ad hominem» do sistema é apenas mentira, omissão dos factos (um por um) e insulto. A habitual violência colérica que é a marca indelével do socratismo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s