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«Segundo avança o jornal britânico “Daily Mail”, investigadores italianos estarão agora a interrogar várias testemunhas que afirmam que “europeus de Leste”, vestidos com “roupas caras”, pagaram a membros da tripulação do Costa Concordia para poderem ser dos primeiros passageiros a garantir lugar nos barcos salva-vidas do navio.

Segundo o jornal, Franca Anichini, um dos habitantes da ilha de Giglio, confirma os factos, afirmando à imprensa que os primeiros passageiros do Costa Concordia, a chegar sãos e salvos a terra, não foram “pessoas feridas nem mulheres e crianças” mas sim “homens e mulheres elegantes, muito bem vestidos, que falavam russo”.»

Cavacus operandi

Aníbal Cavaco Silva não tem classe, mas é dos poucos da sua classe que é frontal, sério e popular. Os adeptos do poeta de Águeda ou do jurista de Nafarros nunca (se?) perdoarão terem um economista algarvio no mais alto lugar da Nação, embora convivessem bem com um agora filósofo, antes semi-engenheiro para os lados da Covilhã, radicado na Cidade Luz. Meteu (Cavaco) a pata na poça, é verdade, mas já estamos nos mais descabelados dos ataques que fazem da arena política portuguesa um autêntico chiqueiro.

Confesso que o discurso da necessidade de aumentarmos as exportações já me começa a dar nos nervos.

Não que seja mentira que Portugal tem que exportar mais, nem que o caminho para uma recuperação mais rápida seja esse, mas o problema é que tal como está a ser apresentado torna-se incoerente de tão vazio de conteúdo.

O que os nossos governantes dizem é que temos que exportar mais. Ponto final. O problema é só um: não se exporta por decreto!

O ministro desdobra-se em feiras e certames, levando pela mão dezenas de empresários, mas por muito que nos deixemos enebriar pelo crescimento das exportações, quem olhe para os números chega a uma triste conclusão: não chega!

Com este ritmo de crescimento das exportações é impossível  conseguir conter a redução nominal do produto. Não chega sequer para equilibrar as contas externas na Balança de Transacções Correntes (a taxa de cobertura das exportações pelas importações é inferior a dois terços), quanto mais para absorver a acomodação das restantes variáveis do produto, onde se registam travagens “a fundo”.

Tal como no tema da produtividade, o burro sou eu, que ainda não consegui responder a duas perguntas que para mim são as peças chave do puzze mas que pelos vistos não interessam a mais ninguém (porque não vejo mais ninguém pensar nelas): (i) vender o quê?; (ii) vender a quem?

Na primeira, temos vários problemas: uma estrutura de pequena dimensão, com pouca capacidade de absorver choques, descapitalizada e desprovida de fundos próprios, totalmente dependente de crédito (que acabou) e produtora de bens de baixa tecnologia (a % de bens de alta tecnologia é inferior a 3%). Chegamos assim a uma triste conclusão: não temos folego para competir na 1ª liga da Europa, e para a 2ª liga temos concorrentes (nomeadamente asiáticos) que vendem a mesma coisa a uma fracção do preço, por mais que isso seja com base num jogo em que as regras não são iguais para todos. Pior que isto, estamos a ir pela diferenciação pela lógica dos custos, que não passa de uma vantagem competitiva aparente.

Na segunda, as coisas não são melhores: a maioria das nossa exportações são intra-comunitárias! Isto quer dizer que estamos particularmente expostos ao risco do abrandamento económico na Europa (dito de outra forma, os nossos clientes estão mais pobres!)

Se somarmos a isto o facto do motor da nosso desenvolvimento nos últimos 15 anos ter sido “o cimento” e o Estado inundar as empresas com burocracia e impostos (entre eles, nos custos do trabalho para o empregador, que encarecem o custo da mão-de-obra nacional), não é difícil ver que o que se avizinha será tudo menos fácil.

Qual era a resposta que o nosso Primeiro Ministro tinha? Trabalhe-se mais meia hora e exporte-se o pastel de nata. É ridículo! E a Jerónimo Martins foi só mais um caso de uma empresa que não dexou de o demonstrar, respondendo à letra a este chorrilho de disparates.

Tão mais ridículo porque estas medidas dão cabo de uma coisa que custa uma pipa de massa e de vez em quando agitam a paz social: a segurança social. Porquê? Porque conduzem à redução das condições de vida e isso tem só um problemazinho: emigração, principalmente das camadas mais jovens.

Ora como a nossa Segurança Social não passa de uma “Dona Branca” legalizada, em que os que descontam pagam para os que já sairam, se tivermos emigração jovem então temos cada vez menos gente a pagar e, com o envelhecimento populacional, cada vez mais gente a receber e mais um “buraco” para gerir em breve.

A solução rápida para o problema parece-me passar mais pela escolha de áreas de actuação estratégica e importação de know-how através de investimento estrangeiro nessas áreas, apoiado numa reforma quer da fiscalidade quer do sistema educativo, principalmente do ensino superior.

Gostava de perceber porque é que a aposta não passa, por exemplo, pela redução de custos de transporte e dos tempos de stockagem como vantagem competitiva para empresas da 1ª liga (as tais que produzem bens dificilmente copiáveis e portanto têm vantagens competitivas reais), dada a nossa proximidade geográfica aos nossos “clientes” (mais do que em salários baixos de mão-de-obra pouco qualificada e/ou desajustada às necessidades reais dessas empresas), por não se afundarem as empresas em impostos e burocracias, pela crição de cursos técnicos com real empregabilidade nesses sectores e pelo fim desta mentalidade provinciana que mais vale ser um Doutor desempregado do que um técnico qualificado com um vencimento ao final do mês.

Mas isso sou eu, que sou burro e não percebo nada disto.

Os italianos são gajos porreiros mas manhosos; Schettino, comandante do navio naufragado, é o corolário de uma certa maneira de estar na vida.  “Tropecei e acabei por cair num dos barcos”. Exatamente. “Eu posso voltar mas o outro bote… há outros socorros… o bote parou e ficou bloqueado, já chamei outros socorros”. Pois com certeza. Tem cara de ser um gajo porreiro (consta que navegava por ali para fazer um favor a um dos tripulantes que seria da ilha, colocar um navio com mais de 4.000 passageiros em águas rasas para fazer um jeitinho é o clímax do porreirismo) mas é um manhoso de primeira. É italiano.

Não. E as palavras que se seguem não é para justificar esta minha afirmação, para tal aconselho por exemplo este post do Bernardo Motta, mas porque ontem na RTP foram entrevistados dois antigos grão-mestres da loja não sei quantas e à pergunta da entrevistadora sobre este assunto disseram que sim, não por nenhuma razão fundamentada, mas porque supostamente dois antecessores do atual Patriarca de Lisboa (que veio à tona por causa deste comentário) há uns cento e cinquenta anos ou coisa que o valha foram membros e grão-mestres da loja não sei quantas, não sei se era a mesma ou não – Mozart, Salieri, Beethoven, isto com jeitinho dava para fazer um episódio do Family Guy.

Continuando, para quem procura nessa “irmandade” a iluminação e o engrandecimento mostraram um parco conhecimento. Com efeito, mesmo que seja verdade, quem responde pela Igreja é o magistério e não o indivíduo, e isto é cultura geral básica. Lá porque alguém (mesmo que esse alguém seja o pastor) se enlameia não quer dizer que todo o rebanho está a fim de se atolar.

Escuso-me de explicar aqui que a Jerónimo Martins continuará a pagar os impostos em Portugal da sua operação em Portugal. Não é obrigada a mais nada, como também a Volkwagen/Autoeuropa não é obrigada a investir em Portugal. Investiu aqui porque lhe interessou, beneficiou e beneficia, tal como à família Soares dos Santos lhe interessa colocar a sua SGPS noutras paragens, porque beneficiará. Porque razão podem os alemães investir em Portugal mas os investidores portugueses não podem investir lá fora? E essa da Holanda fazer dumping fiscal é de morrer.  Isto vem a propósito das palvaras do Daniel Oliveira no Eixo da Mal este fim de semana. Foram tão bacocas, tão provincianas, tão disparatadas que até afligiram. O Arrastão não leio.

E relativamente ao post abaixo:

1. “Quem copia esta notícia falsa do público tem de saber que tem a responsabilidade de perante a verdade se retratar”. Não, não tenho. Primeiro porque escrevo o que quero, até ao dia em que a responsável técnica deste estabelecimento achar que não tenho mais lugar ao balcão. Segundo, porque não publiquei nada falso. Tendencioso talvez, falso não.

2. Mas para a próxima leia tudo até ao fim. No parágrafo seguinte eu fiz questão de escrever que “(…) parece-me que estamos uma vez mais no nonsense no que respeita ao poster do túnel”. Fiz a chamada de atenção que competia a quem frequenta e sempre foi bem recebido na casa sportinguista. Tenho três filhos leões que já foram muitas vezes comigo ao seu estádio a minhas expensas; deixo mais dinheiro no SCP do que no meu clube de coração. Fui assistir ao SCP-FCP o ano passado, no meio de adeptos sportinguistas, com a minha camisola e cachecol do FCP vestidos, e não ouvi um apupo, uma ofensa, um palavrão sequer.

3. Se achasse que que no Alvalade XXI pululavam abertamente incendiários e neo-nazis pode ter a certeza de que não lá ia,  nem eu nem os meus filhos, evidentemente.

4. Embirro solenemnete é com moralistas armados em polícias, mesmo quando têm (alguma) razão.

 

… é um poço de surpresas. Não bastasse aterrorizarem os adversários (coitadinhos!) com imagens de adeptos incendiários e quasi-fascistas, também se noticia (enfim, o Record noticia, e como de jornal tem pouco…) que querem mandar um agente da contra-inteligência para os lados do Dragão.

Para memória futura: mesmo que a escolha tenha sido infeliz, parece-me que estamos uma vez mais no nonsense no que respeita ao poster do túnel. E o Djaló nunca foi, não é, e nem nunca será um jogador sequer mediano. Do Sporting só queríamos o Moutinho e esse já lá está. Admito que um Wolswinkel viesse a calhar. Mas o Djaló? O Djaló?!?!?

As ditaduras dos países islâmicos que caíram este ano pela força das manifestações populares não se recomendavam (e as que ainda não caíram também não se recomendam), no que constituiu um final adequado para os líderes políticos que pretenderam entreter a populaça com o ódio aos americanos, judeus e demais infiéis enquanto patrocinavam governos incompetentes e corruptos que promoviam o empobrecimento da mesma populaça. Sucede que os governos que as substituíram também não dão grande entusiasmo, como também não dá o ódio – desde logo contra as mulheres, ocidentais e locais – que perpassa pela populaça, como demonstra a miserável imagem recente do Cairo em que uma mulher (que tem a ousadia de pôr um soutien azul), entre outras, foi brutalmente espancada pelos afectos ao governo militar. Não se sabe como evoluirão os acontecimentos, mas dada a actual e maioritária intolerância e brutalidade do Islão – sim, do Islão – certamente que nestes países tudo piorará antes de melhorar.

Não há grande dúvida sobre a grande melhoria sentida neste nosso país este ano: José Sócrates deixou de ser primeiro ministro e até teve, de seguida, o bom gosto de se retirar para fora do país (ainda que o facto de não ter procurado, finalmente, encontrar um emprego numa empresa, e isso são más notícias, demonstre que de facto entende que não serve para mais nada do que para a mais baixa intriga política e esteja, portanto, a preparar-se para a candidatura à presidência da república). Também são más notícias o termos de viver, por uns bons anos ainda, com as consequências da governação criminosamente incompetente de Sócrates.

Versus

Filipe Anacoreta Correia vs Fernando Martins. De comum só a ministra e de terem chegado ao Google Reader praticamente ao mesmo tempo.

Hugo Chávez suspeita que cancro de líderes da América Latina não tenha causas naturais

Já agora, ainda andamos de mão estendida para este tipo? Em caso afirmativo, aqui estaria uma boa resolução governamental para o ano novo: deixá-lo a falar sózinho!

“Todo o mundo é composto de mudança”, cantas tu, retomando os versos de Camões. Mas não. Isto acontece praticamente todos os anos na Terra Santa: “Padres envolvem-se em zaragata na Basílica da Natividade, em Belém“. Há coisas que nunca mudam.

Época oficial de saldos arranca amanhã

Há semanas que as lojas apresentam reduções, promoções e afins. Só a palavra “saldos” é que não pode constar, mas na prática os saldos começam quase imediatamente depois do lançamento das coleções. Não valerá a pena acabar de vez com esta aberração do estamos em saldos há um pipa de tempo mas só agora é que fingimos que é a sério? A situação atual é para retardados.

A comoção começa quando vemos o ar de maior felicidade que um filho pode ter. A nossa alegria é a alegria deles, também poderíamos dizer que a nossa tristeza é a tristeza deles, mas não é disso que agora se trata. E do mesmo modo que começa a comoção também acaba  - afinal cumprimos simplesmente o nosso dever, que é fazer os outros felizes, principalmente aqueles que nos são mais próximos; e neste Natal, na noite da Consoada, estive mais próximo deles do que julgava possível. Talvez tenha sido essa a maior das felicidades.

Produtividade

Ontem, enquanto trabalhava, vi uma nota de rodapé na SIC Notícias que dizia algo do género “Ferraz da Costa diz que a meia hora de trabalho aumenta a produtividade”.

(Pedro) Ferraz da Costa é o presidente do “Fórum para a Competitividade” e alguém a quem reconheço o bom senso para pensar bem nas palavras, começo por admitir que certamente a falha é minha, que desconheço o conceito de produtividade.

É que, para os ignorantes como eu, e admitindo que se estava a falar da produtividade do factor trabalho, a meia hora adicional aumenta a produção, mas não necessáriamente a produtividade. Assumindo que existem economias de escala, então quando muito haverá um aumento da competitividade (tudo o resto constante) por via da diminuição dos custos unitários de produção, que nos permite apresentar melhor preço ao cliente.

É que, sendo a produtividade do trabalho um rácio entre o output produzido e o número de horas trabalhadas, a não ser que naquela meia hora os trabalhadores consigam ser muito mais eficientes e produzir mais unidades por unidade de tempo, então a produtividade na melhor das hipóteses mantém-se igual. É que (mais uma vez do ponto de vista dos ignorantes como eu) como o factor trabalho é constituído por pessoas, a produtividade marginal provavelmente será decrescente com o passar do tempo (entre períodos de descanso) por via do cansasso físico.

Hoje, lendo as declarações transcritas na imprensa, não encontrei nada que me tirasse do estado de ignorância, uma vez que apenas encontrei referência ao aumento do número de horas trabalhadas e respectiva ligação à nossa competividade externa.

Fiquei sem perceber, mas citando o filósofo LFS (Luiz Filipe Scolari), “o burro sou eu!”.

Com uns miminhos de Fra Angelico:

Apanhei há uns dias na televisão um artefacto dos tempos (longínquos, bem entendido) onde imperava a moral obâmica que, altaneira do seu pedestal, condenava os reles mortais como George W. Bush e todos os israelitas que não seguiam todos os ditames da ONU (em especial da comissão para os direitos humanos liderada pela Líbia que ainda vivia no Inverno antes da sua primaveril revolução), da Human´s Rights Watch, da Greenpeace, de vários gurus tibetanos e faquires indianos e, sobretudo, a visão esclarecida do mundo dos actores de Hollywood (com maioria para aqueles que reconhecem um fraquinho por Castro e Chavez). Estou a falar do filme Munique, de Spielberg, mais sobre a reacção israelita ao sequestro e assassinato dos atletas israelitas nos Jogos Olímpicos de 1972 do que sobre a própria acção terrorista que lhe deu origem, dando logo o mote: uma merece maior análise e crítica que outra. Munique podia ser um filme interessante e inteligente, mas prefere resvalar para a burrice e até para a imoralidade. Claro que, como se defende no filme, a gente boa e tolerante deste mundo não aceita(va) nada menos do que a condenação de um terrorista num tribunal civil. Isto, obviamente, até Obama ter ordenado o assassinato de Bin Laden, em vez de arriscar o seu transporte do Paquistão para os Estados Unidos, e de drones americanos terem também morto gente pouco aconselhável (eu, diga-se, nada tenho contra isto). Este argumentário do filme é simplesmente tonto e próprio de quem, à falta de acções, necessita de discursos que reforcem a boa consciência. Mas há pior e, sim, verdadeiramente imoral. Se a forma de punição de terroristas é debatível, já fazer equivaler o que Israel faz – matar terroristas e só terroristas – ao que fazem os terroristas – matar civis inocentes – é imoral, é vil, é perigoso. E nunca devemos deixar de o dizer.

Natividade VI

Il Signore ti ristora (Taizé)

É o Senhor quem te transforma

Deus nunca te abandona

É o Senhor que vem ao teu encontro

Vem ao teu encontro

(Pauta)

Emigração

Cesária Verde, mesmo em crioulo, cantava em português. E muitos outros assim continuam a cantar. Usam madeixas da nossa própria língua. Nao há língua como a nossa, exatamente por isso mesmo: porque é nossa, e é de todos.

Natividade V

A Adoração dos Reis Magos, Murillo, século XVII (Toledo Museum of Art)

(Fonte)

Numa época em que as pessoas temem pelo seu futuro, pela possibilidade de adoecerem e não terem o apoio necessário, as emoções que as podem fragilizar são precisamente as que têm sido provocadas e reforçadas pela informação oficial: cortes na saúde, aumento do pagamento dos serviços (consultas, medicamentos, exames), ou mesmo perda de acesso a determinados serviços… todo este receio incutido nas pessoas é contraproducente. Será que os responsáveis não percebem isso?

Como será hoje a perspectiva de um reformado já com uma idade razoável, que começa a revelar algumas mazelas próprias da idade, ser assim bombardeado com notícias diárias: que o preço das consultas vai subir, assim como o dos medicamentos, o transporte em ambulância ou o táxi (quando não há outro meio, lembremo-nos que o interior já está praticamente ao abandono, correios, escolas, centros de saúde, etc., tudo fechado)?

Como pode este nosso reformado encarar os anos à sua frente, em que esperava uma certa tranquilidade baseada numa certa confiança nos serviços de saúde na velhice, e o preparam para tempos ainda mais difíceis e talvez mesmo outras privações ainda desconhecidas? O medo invade-o, a angústia, o futuro já lhe surge negro e inóspito, o abandono… Às mazelas que o incomodavam juntam-se agora outras: ansiedade, taquicardia, tensão alta, depressão. Aos medicamentos que já tomava juntam-se outros. Num terrível ciclo vicioso.

Estas lideranças não fazem nada bem à saúde: falta-lhes a inteligência prática, o bom senso, a capacidade (e a vontade) de informar correctamente os cidadãos, de realmente comunicar, de manter essa ligação fundamental responsáveis-clientes dos serviços públicos. Aqui estão todos abrangidos: políticos, ministros, gestores públicos, sindicatos, etc.

Cada vez mais me convenço que é necessária uma profunda mudança cultural e que terá de se iniciar nas pessoas simples, nos cidadãos, de baixo para cima.

Não temos verdadeiras lideranças, em parte alguma: na política, na economia, na saúde, na educação, nas áreas-chave da nossa vida colectiva.

Este é o nosso panorama geral: uma ansiedade e uma tristeza colectiva perto de um ano que se inicia já muito velho, já gasto, vira o disco e toca uma ária bem pior do que a anterior. Tal como o Benjamin Button, este ano já nasce vacilante, de muletas, mal se endireita. Esperemos que, tal como o Benjamin, se vá endireitando (ah, a língua portuguesa é mesmo muito traiçoeira…) e que este país negligenciado, maltratado, abandonado, descubra fórmulas eficazes de se gerir colectivamente. Este é o meu desejo neste Natal: que as pessoas descubram em si próprias as soluções que foram entregando a quem nada pode (porque não sabe e não quer) solucionar.

Natividade IV

Estrela de Prata, Gruta da Igreja da Natividade (Belém)

(Fonte)

No 7.º ano, História e Geografia terão cinco tempos lectivos de 45 minutos para dividir entre si em vez dos actuais quatro. No 9.º ano também lhes é dado mais um bloco. Ciências Naturais e Físico-Química ganharão mais dois blocos de 45 minutos, a serem repartidos por ambas, no 7.º e 8.º ano. No 9.º terão mais um. Esta alteração permite, segundo o ministério, colmatar a “clara insuficiência de carga horária” das ciências experimentais neste ciclo de ensino. [...] Desaparecerá Formação Cívica em todos os ciclos.

Depois do reforço da Matemática e do Português, também ênfase naquilo que realmente transmite conhecimento. É clara a aposta de, aos poucos, se voltar para o ensino enquanto ferramenta e não para aculturamentos forçados.

O destaque da citação é meu.

Parece que os britânicos andam mesmo com pouca paciência.

É que depois de se saber que David Cameron tinha mandado passear os restantes “elementos” da UE (depois de tanta indecisão recuso-me a chamar-lhes líderes), agora a BBC noticía que os tribunais não se deixaram levar em conversas e mandaram 2 jovens, que com a mania que eram rebeldes julgaram engraçado criar uma página no Facebook instigando tumultos na Escócia, repensar o querem da vida durante os próximos 3 anos… na cadeia!

Pode ser que assim os próximos decidam pensar duas vezes antes de armarem em parvos.

Natal: a vida a pulsar. O nosso farmacêutico mais profícuo, André Correia, lembra isso mesmo aqui.

Há muitas formas de acarinhar e proteger a vida e isso é o essencial do Natal: a maternidade-paternidade, a atenção, a protecção, o cuidado, o amor discreto e diário, a disponibilidade e receptividade, a tranquilidade e o silêncio, a canção trauteada devagarinho, o embalar, o abraço e o colo, o ânimo e a inspiração, o sorriso luminoso.

Muito mais profundo do que as palavras, e as palavras são importantes, é o gesto, o calor e o carinho. São as sensações que ficam a estruturar caminhos futuros. A vida é esse fio frágil que seguramos e podemos perder com a maior facilidade. Para estarmos atentos ao essencial tivemos de viver o amor inicial. Essa memoria original fica impressa em todas as nossas células.

É essa a essência do Natal: recuperarmos a nossa origem, a fonte, abrir bem os olhos como se pela primeira vez e respirar profundamente. Gritar de novo, se for preciso. O milagre da vida manifesta-se em cada um de nós, mesmo sem disso termos consciência.

Como ultimamente tenho andado muito à volta do piano de Sakamoto, aqui vai este natalício Amore (não, não é o Mr. Lawrence, mas podia também ser…)

God Save the King*

David Cameron, quer-me parecer, tomou a atitude que muitos outros dos chefes de Governo da UE estavam mortinhos por tomar, mas não podiam. Essa é que essa. O Governo do RU responde perante o Parlamento e perante a opinião pública interna, como sempre. E muito habitualmente, quando são necessários, avançam, ao contrário de muitos outros. Quanto ao mais, God save our gracious Queen. Precisamente.

* Parece que este é que é o nome do hino, se é Rei ou Rainha só muda a letra…

Natividade III

Óleo de Jean Michelin (Louvre)

(Fonte)

Há vida

Talvez a 600 anos-luz esteja um planeta gémeo da Terra, mas 4.000 kms apenas separam duas almas, ligadas primeiramente por uma garrafa e pelo oceano, e não por qualquer fibra ótica ou telescópio de alta-resolução. É isto que a humanidade tem de estrondoso: mesmo com o progresso e o alcance, ainda nos maravilhamos com histórias tiradas de outros tempos. É esta a nossa vida pulsante, contínua, intemporal. Há vida, portanto.

Natividade II

Capela da Mangedoura, Igreja da Natividade (Belém)

(Fonte)

Natividade I

Pormenor justamente da fachada da Natividade do Templo Expiatório da Sagrada Família (Barcelona)

(Fonte)

Folgas e almofadas

Devia ser isto de que falava o Tó-Zé: “No total, são 297,4 milhões de euros [de receita] que estão a mais do que o devido na proposta do OE

O negrito é meu.

Ontem à tarde juntei-me ao rebanho tuga no shopping para as últimas – isso mesmo, últimas, finais, completadas – compras de Natal. O Pai Natal existe, porque só o Pai Natal consegue encher o shopping em tempos de propalada crise. Sim, as filas na FNAC e no Imaginarium estavam compostas. Não se trata só de passeantes a ver as montras. Ergo, o Pai Natal existe. Só pode.

 

Habemus orçamento! Já agora, para se entrar na jaula da agremiação encarnada também se paga IVA a 13%?

 

De novo do Delito de Opinião, duas análises muito actuais e preocupantes, como tudo o que tem surgido ultimamente nesta Europa à beira de um ataque de nervos: E La Nave Va, de Ana Vidal e Europa, 2011, de Pedro Correia.

Para descomprimir, e também do Delito de Opinião (o que querem?, estão muito inspirados…), duas séries de João Carvalho: Se não beber… e Transportes públicos, e uma série de Cláudia Kover, The Lost Tracks.

Ide ler

Generalizações. By Helena F. Matos.

No Afeganistão. Lá não há primavera ou outono, ou indignados, que acabem com estas atrocidades?

Guitarras

Experimentem decidir qual a guitarra para dar a um rapaz que já precisa de uma 4/4 pois a 3/4 já é pequena e é de tamanho de puto, ó pai já viste os meus amigos todos com uma grande eu com uma de puto, e se calhar uma eletrificada era porreiro porque dá para tocar ao natural ou para brincar um pouco mais quando juntamos a banda, mas depois tem de ter um som bom e as eletrificadas das ditas acessíveis que de baratas não têm nada ou perdem no som ou perdem na eletrónica – under saddle pickup, ouviram, under saddle pickup! – e o caraças raios partam o dia em que decidi meter-me nesta aventura para prenda do Natal.

Amanhã vou com ele à loja. Meu caro, o orçamento é este. Agora escolhe. E é bom que sirva até começares a ganhar.

As palavras do título deste post foram retiradas deste texto do Luís M. Jorge (atenção que as palavras estão contextualizadas, não estamos aqui a arremessar impropérios, muito menos ao Luís M. Jorge, bloguer que acompanho com muita estima!), que por sua vez nos remete para este artigo da The Paris Review. Leiam ambos. A mim, por mero acaso, é coisa que não me lembro de ter acontecido, isto de falar de livros que nunca li. Mas só por mero acaso. Quem não leu Moby Dick, por exemplo, pode não ser parolo, mas é iletrado.  A grande questão é que, mesmo que não o queiramos reconhecer, somos sempre iletrados. Ninguém consegue ler tudo aquilo que devia para não ser iletrado.

Não só os clássicos nos transmitem cultura. Estou agora a ler a nossa escolha aqui na Farmácia para Bico de Bunsen de 2010, e vale muito a pena. Eu desconhecia de todo o fundo religioso (Igreja Latina vs Ortodoxa quanto às Igrejas da Natividade e do Santo Sepulcro na Terra Santa) que foi um dos rastilhos mais importantes da tremenda Guerra da Crimeia. Façamos todos então um esforço para deixar mais uns cobres neste Natal no bolso do Orlando Figes, porque vale mesmo muito a pena.

Um região surreal

A Assembleia Regional da Madeira, por proposta do PSD ontem aprovada com votos contra de toda a oposição, decidiu que nos plenários “os votos de cada partido presente são contados como representando o universo de votos do respectivo partido ou grupo parlamentar”.

É de artista, esta.

Um socialista…

… que se preze tem sempre maneira fácil de esbulhar dinheiro aos outros: “O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, defende que as bombas de combustível situadas na área metropolitana de Lisboa deveriam estar sujeitas a uma taxa sobre o litro de combustível vendido que permitisse financiar o transporte público.” Ó Dr. Costa, eu vivo e trabalho na área metropolitana de Lisboa mas vou à capital duas ou três vezes por mês – e habitualmente de transportes públicos, já agora. A que propósito tenho de ser ainda mais roubado, hein?!? A ideia é sempre sacar, não é? A Margaret Thatcher é que vos percebia bem.

El Pesetero

Luis Figo tentou mostrar solidariedade com o esforço e os sacrifícios que estão a ser pedidos a Portugal e aos portugueses.

Figo chamou sensatamente a atenção para o facto de que é “complicado para as pessoas que estão a sofrer os cortes e não são responsáveis pela situação. No fundo, é a população que paga a má gestão que existiu e isso é duro, porque os responsáveis são outras pessoas“.

A não ser que El Pesetero tenha sido enganado, seja mesmo muito ingénuo ou tenha amnésia, convém que alguém lhe (re)lembre que ele foi umas das figuras públicas que deu apoio expresso àquele que geriu mal, que nos meteu neste buraco e que agora se passeia como aprendiz de filósofo por Paris.

Em jeito de resposta a este seu post chamo a atenção que o senhor da foto abaixo, mesmo de chapéu, não parece que seja o Eliot Ness.

(Nem, felizmente, Lisboa é a Chicago do proibicionismo).

 

Dificilmente poderíamos imaginar que, da festa em azul nos Jerónimos até hoje, a Europa institucional desse tantas reviravoltas e piruetas para manter a sua cultura de origem: a que diferencia o norte e o sul e a que revela mútuos preconceitos e orgulhos feridos. Esta cultura de origem foi expressa em atitudes, decisões, ultimatos, etc. Os cidadãos europeus, esses, foram ignorados, porque não entram realmente nesta construção artificial.

Para fazer a ponte entre o norte e o sul só mesmo as pessoas simples e comuns, os cidadãos que não contam. São eles que mantêm alguma sanidade e bom senso, em vidas diárias, cada um na sua actividade ou ocupação. Neles encontramos a criatividade, a coragem e a ousadia que falta às lideranças e aos tecnocratas no poder.

Descobri no Youtube mais um exemplo desta ponte entre uma cultura do norte e a cultura mediterrânica através de uma actriz, Carol Drinkwater, uma das protagonistas de uma das minhas séries televisivas preferidas, All Creatures Great and Small, que passou por cá no início dos anos 80.

As raízes da oliveira, a sua história e características, são perfeitas metáforas dos povos mediterrânicos. Formaram-se através de pontes culturais, de uma complexidade imensa, avessos ao tom monocórdico de uma Europa construída para os adulterar e domesticar.

Se acompanharmos este fascínio de Carol pela oliveira, árvore milenar, verificamos, com alguma perplexidade, que os tecnocratas não percebem nada da complexidade cultural de cada país e região e que o desenho da Europa formatado em gabinetes não pode sobrepor-se à diversidade e às possibilidades da vida real. Podem tentar, mas não funciona.

Em vez de juntarem todas as especificidades das culturas regionais, de as valorizar e potenciar, numa lógica de bem comum europeu, com os cidadãos e não contra os cidadãos, procuraram defender os interesses dos países mais fortes e negociar áreas produtivas exclusivas, com quotas Santo Deus! Controlaram demasiado a produção numa lógica contrária a uma economia de mercado saudável e, no entanto, esqueceram-se de controlar os excessos financeiros.

Sem os cidadãos não há Europa. Sem especificidades culturais regionais não há Europa. E sem pontes entre as várias regiões não há Europa.

Sugiro-vos a simplicidade da história pessoal de Carol e da sua aventura apaixonante na senda das raízes e do estudo da oliveira que, para mim, traduz a riqueza, a complexidade e a resistência da cultura mediterrânica. É refrescante ouvir as pessoas simples para variar, dar-lhes voz, acompanhar a concretização dos seus sonhos, sentir o seu entusiasmo. A oliveira como melhor representante da cultura mediterrânica, pois.

Eis aqui hoje a análise de uma senhora, para variar. Helena Sacadura Cabral no seu Fio de Prumo sintetiza, de forma simples e muito directa ao assunto, as últimas movimentações políticas na Europa. Quando lemos este Outra Democracia visualizamos de imediato aquelas peças de plástico coloridas com que a autora ilustrou o artigo: este vai para aqui, aquele é colocado ali e fica tudo bem. O que também nos dá a ideia de todo o artificialismo dos resultados das próprias eleições. Depois daquele gesto, o voto, os resultados são imprevisíveis.

Olhando para a Europa actualmente, e para esta agitação quase diária, não podemos adivinhar de facto resultados muito animadores. O papel das actuais lideranças deixa muito a desejar. A construção de uma identidade europeia também ficou pelo caminho.

Disse recentemente que por princípio era contra a detenção por parte do Estado de capital de empresas, fossem elas públicas ou privadas, com o objectivo deliberado de intervir na gestão ou manipular o mercado (por melhores que possam parecer à primeira vista as intenções).

 

Contudo, disse também que sendo obrigado a entrar, o Estado deveria assumir o seu papel de pleno direito, seja como accionista ou credor. Uma visão diferente por parte da nossa banca privada levou a que esta tivesse a ideia de escrever uma carta a Bruxelas que, a avaliar pela descrição dos argumentos tal como apareceram na comunicação social, mais não é que um rol de queixinhas e lamúrias. Recuso-me a qualificar a ideia mas não resisto a chamar a atenção para o facto de que num momento como este, em que um dos muitos problemas que nos afectam é o facto dos mecanismos de transmissão de liquidez à economia não estarem a funcionar em pleno, a interdependência entre o Governo e o sector bancário devia aumentar, não diminuir.

 

A Comissão teve o bom senso de desvalorizar o caso, dizendo que ainda não tinha recebido a carta e que analisaria o seu conteúdo quando a recebesse, naquilo que interpretei como “chutar para canto”, em boa linguagem futebolística. Não contentes com a resposta, os nossos banqueiros continuaram a falar de “nacionalização” do sector e voltam à carga com uma proposta de entrada do Estado no capital dos bancos ao valor nominal, que na prática não é mais do que tentar combinar com o Estado que este compre as acções a um preço que nada tem a ver com sua cotação no mercado (e não para benefício do Estado, claro).

 

Em primeiro lugar, convém dizer que a nossa banca (tal como o resto da banca europeia) está na situação em que está em parte por opção própria. É que a introdução de dívida soberana grega ou italiana nas carteiras para negociação é uma decisão de investimento que se correr mal não deve ser o contribuinte português a pagar. É certo que parte do problema também vem da desvalorização da dívida soberana portuguesa nas carteiras, mas quando o Estado Português estava a fazer emissões com prémios aliciantes não vi os nossos banqueiros a defenderem um modelo que permitisse aos investidores privados irem directamente aos leilões de dívida pública, como acontece noutros países. Na altura deu jeito não deu? Agora paciência…

 

Em segundo lugar, a adesão ao fundo da “Troika”, que eu saiba, é voluntária. Quer isto dizer que se os nossos bancos encontrarem quem os financie com melhores condições, então não sei do que é que estão à espera. O problema é que quando o outrora maior banco privado nacional e maior empresa do mercado cota a 10 cêntimos, já perdeu mais de 80% do valor desde o início do ano e agora está na metade de baixo da lista de empresas do PSI20 em termos de capitalização bolsista, mostra bem que se não arranjam fiadores (pelo menos farto-me de ouvir falar da dependência dos nossos bancos face ao BCE e da secagem de liquidez que encontram nos mercados internacionais, justificação para as alterações ao financiamento das famílias e empresas), muito menos arranjam sócios (accionistas é o termo exacto).

 

Em terceiro lugar, numa altura em que falta dinheiro, dificilmente é justificável que se passe à banca um cheque em branco. É que injectar simplesmente dinheiro, que vai ter que ser pago com os impostos de todos, colocando o novo accionista controlo sobre a gestão, sem controlo sobre a política de pagamentos (dividendos) e com um valor de pagamento desfalcado à partida não entra na cabeça de ninguém.

 

Hoje, Durão Barroso, uma pessoa que tenho por normalmente branda em termos de comentários, disse algo que espelha esta opinião com uma dureza que lhe reconheço invulgar. Disse de forma taxativa que “Ninguém obriga a banca portuguesa a recorrer ao fundo de recapitalização” e que “se encontrarem financiamento no mercado e se conseguirem a sua recapitalização através dos accionistas, tanto melhor”.

 

Para quem goste de ditados, é quase um “não sejam pobres e mal agradecidos”, o que vindo de quem vem deixa antever que mesmo internacionalmente este tipo de conduta não está a reunir grandes adeptos. E para um sector visto como co-responsável pela crise que vivemos, esta não será a melhor altura para dar azo a interpretações erradas sobre o papel, o posicionamento e a importância do sector para a economia.

 

Talvez tivesse sido mais inteligente (digo eu) adoptar um discurso como o de Cavaco Silva e questionar porque razão a nossa banca se vai ver obrigada a respeitar um enquadramento mais restritivo do que os bancos no resto da Europa.

Robalos e pães-de-ló. Dão-se sem motivo. Servem para falar de tudo, e de nada. Um artista, o Armando Vara; pimba, mas completo.

Não é preciso ser economista para calcular o preço demasiado elevado que todos pagaríamos para sair do clube europeu!

Agora pergunto: Se não nos pediram a opinião para entrar, decidiram por nós, venderam as nossas áreas-chave em negociações mais do que prejudiciais para o país, sem informação prévia nem organização nenhuma, nem moralização incluída, sabendo que os cidadãos iriam pensar apenas no imediato cegos por subsídios fáceis… e agora, perante o resultado deprimente de tão sofrível construção europeia, vêm acenar-nos com a possibilidade de sair do clube?

Tenham juízo! Procurem é fazer o que faria um bom gestor: minimizar os danos!

Já o Prof. Jacinto Nunes o disse um dia na televisão, há uns dois ou três anos, que tal opção seria desastrosa para o país.

A entrada no euro não foi devidamente preparada, já todos o percebemos. E mesmo que nos digam agora que ganhámos com essa sacudidela que implicou uma adaptação violenta, a verdade é que vendemos as nossas áreas-chave e embarcámos num aventureirismo sem pensar nas consequências e no futuro. Aqui estamos, endividados até à medula, com níveis de corrupção geral inimagináveis, desmoralizados e dependentes de lideranças europeias.

Agora paciência, pagámos o preço para entrar, não vamos pagar duplamente um preço para sair!

E tenham também vergonha na cara! As lideranças dão o exemplo, senão para que precisamos de lideranças? Comecem a poupar a sério nas vossas mordomias se querem que os cidadãos continuem a suportar o vosso estilo de vida inútil e decorativo.

Recado à SAD

À atenção da SAD portista:

Não sei se o mister fica ou vai, se os jogadores querem o Pedro Emanuel no banco, whatever.

Com o Kléber e com o Walter Bigorna é que não vamos lá, mesmo que o meio campo e os alas tenham uma produção de jogo miserável. Em janeiro temos de ir buscar um ponta de lança a sério. Se não houver posses, tentem algum destes. Mesmo velhinhos e/ou coxos devem marcar mais golos que qualquer um dos atuais incumbentes da posição no plantel:

1, 2, 3, 4, 5, 6, …

Bem sei que somos o mehor ataque da liga, mas com as fífias que a defesa tem metido temos de jogar à Cruyff: que me importa levar 4 golos se marco 5?

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